Fóssil de pliossauro encontrado na costa britânica
2009-10-27

Pelas dimensões do crânio do pliossauro,
supõe-se que conseguiria engolir
um homem de uma só vez
Foi descoberto o crânio fossilizado de uma criatura marinha gigante na costa jurássica da Grã-Bretanha. Trata-se de um predador da família dos pliossauros, que viveu nos oceanos há 150 milhões de anos. O fóssil encontrado tem 2,4 metros de comprimento e, segundo os especialistas, poderá pertencer a um dos maiores pliossauros já encontrados, com 12 toneladas e 16 metros de comprimento.

O paleontólogo David Martill, da universidade de Portsmouth, na Grã-Bretanha, explicou que esta espécie é um tipo de plesiossauro, um grupo de répteis aquáticos com pescoços curtos e cabeças de dimensões gigantes, semelhantes às dos crocodilos, com mandíbulas fortes e dentes grandes e afiados.

O crânio do pliossauro encontrado está em bom estado de conservação, ao contrário do que é habitual neste tipo de fósseis, que normalmente são achatados. “Fantástico neste novo crânio, além do tamanho, é o fato de estar em três dimensões e sem distorções”, explicou Richard Forrest, especialista em plesiossauros.

Os investigadores acreditam que o resto do corpo do animal ainda se encontra na mesma região, soterrado nas rochas. Contudo, segundo os mesmos, seriam necessárias décadas para encontrá-lo.

Os investigadores preferiram não divulgar com precisão o local onde o fóssil foi descoberto, de forma a que a zona, que é instável e propicia a desmoronamentos, não seja explorada por outras pessoas. Contudo, foi revelado que o artefacto foi encontrado ao longo da Costa britânica, uma faixa de 150 quilómetros entre Dorset e East Devon, onde já foram descobertos outros fósseis com até 185 milhões de anos.

O fóssil foi comprado pelo governo de Dorset e será analisado cientificamente, para depois ser exposto ao público no museu do condado.

Aventuras para praticantes de trekking

Rio – Adeptos de trekking — caminhada em circuito pré-estabelecido através de trilhas naturais — estão sempre em busca de roteiros radicais. Para ajudar os amantes do esporte, o site ‘Trekker’ dá dicas de passeios ecoturísticos, ajuda a montar a viagem em equipe e tem informações úteis para quem deseja se aventurar na modalidade.

Para quem planeja uma viagem e está à procura de imóveis para venda, aluguel ou temporada, a dica é acessar o ‘Imóveis Já’. É só digitar o destino desejado e pesquisar os anúncios divulgados.

Já o ‘E-Coasters’ é para quem quer fortes emoções nos parque de diversões da Europa. O site permite ao usuário conhecer e experimentar as numerosas atrações presentes nos diversos centros de lazer europeus, através de vídeos interativos. Superbacana!
http://odia.terra.com.br/portal/viagens/html/2009/10/aventuras_para_praticantes_de_trekking_41568.html

Belo Horizonte tem riqueza histórica, natureza abundante, sem falar na saborosa culinária

Belo Horizonte (MG) – Considerada por alguns como a cidade que oferece a melhor qualidade de vida da América Latina, com 32 m2 de área verde por habitante, Belo Horizonte é calma e organizada, diferentemente do caos urbano que é, às vezes, São Paulo, e mesmo o Rio de Janeiro. Fundada em 1897, nas primeiras horas da República, a capital das Minas Gerais, planejada, limpa e bem policiada, exibe sua modernidade em vários pontos da cidade.

Belos jardins e fontes destacam-se na Praça da Liberdade, no Centro, que ainda é rodeada pelo Palácio da Liberdade, sede do governo do estado, e abriga o Edifício Niemeyer
As jóias da arquitetura modernista, projetadas por Oscar Niemeyer, são um excelente exemplo disso, e um contraste interessante e agradável com as cidades barrocas do estado. Belo Horizonte é quase uma cidade de passagem, mas os que por ali passam e se detém, ficam agradavelmente surpresos com o que a cidade tem a oferecer em termos de cultura e gastronomia. BH, para os íntimos, tem ainda excelente vida noturna, sendo considerada a cidade brasileira com maior número de bares por habitante. Além de tudo isso, ainda pode se orgulhar de sua mais simpática característica: a hospitalidade do seu povo.
UM POUCO DE HISTÓRIA

Belo Horizonte surgiu do antigo sonho, desde o tempo da Inconfidência, de mudar a capital do estado, antiga Vila Rica (atual Ouro Preto), num local mais moderno e condizente com a grandeza do estado. Após longos debates no Congresso Mineiro, decidiu-se, em 1893, construir a capital do Estado de Minas Gerais na região do Curral Del Rei, já habitada desde o início do século XVIII. A capital, inicialmente chamada de ‘Cidade de Minas’, foi inaugurada em 12 de dezembro de 1897.
O QUE FAZER E VER
MUSEU DE ARTES E OFÍCIOS. Pça Rui Barbosa. Tel.: (31) 3248-8600. Ter, qui e sex, 12h/19h; qua, 12h/21h; sáb, dom e feriados, 11h/17h. R$ 4 e R$ 2. (qua, 17h/ 21h e sáb: entrada gratuita para todos). Inaugurado em 2006, o museu, primeiro do gênero no Brasil, ocupa uma parte da Estação Ferroviária (1924), elegante estação central de Belo Horizonte, ainda em funcionamento. O museu convida a uma impressionante imersão no mundo pré-industrial. São 2.200 peças e utensílios de diversas profissões brasileiras desde o séc. XVIII (cerâmica, carpintaria, ourivesaria…).

PARQUE MUNICIPAL. Av. Afonso Pena. Tel.: (31) 3277-4467. Ter a dom, 6h/18h. Tão antigo quanto a cidade, o Parque Municipal é um dos maiores parques de Belo Horizonte e é bastante freqüentado. Tem um orquidário, jardins e lago. Na entrada do parque está o Palácio das Artes, principal centro cultural da cidade, com teatro, cinema, galerias de arte e cafeteria.

MERCADO CENTRAL. Av. Augusto de Lima 744. Tel.: (31) 3274-9434. Seg a sab, 7h/18; dom, 7h/13h. O mercado ocupa um prédio de 1929. Tem galinha, aquário, papagaio, cestaria, artesanato, flores, queijos, cachaças, carnes, legumes, plantas medicinais e etc. O ambiente é animado e perfumado. Aproveite para almoçar por lá.

PRAÇA DA LIBERDADE. Com seus belos jardins e fontes, a praça constitui o centro administrativo da cidade. Ao redor, fica o Palácio da Liberdade, sede do governo do estado. Sua decoração lembra algumas edificações francesas. A praça abriga também o Edifício Niemeyer (1954), com seu famoso desenho que parece uma ameba e é conhecido como o Copan de BH. Aos domingos, a praça fica bastante animada quando tem shows de música.

MUSEU DE HISTÓRIA NATURAL E JARDIM BOTÂNICO. Rua Gustavo da Silveira 1035, Santa Inês. Tel.: (31) 3482-9723. R$ 3. Ter a sex, 8h/11h30 e 13h/16h; sáb e dom, 10h/16h. O museu tem um acervo formado por coleções de mineralogia, arqueologia, botânica e paleontologia. Visite também o Jardim Botânico, suas estufas, sementeiras e horto.

MUSEU HISTÓRICO ABÍLIO BARRETO. Av. Prudente de Morais 202, Cidade Jardim. Tel.: (31) 3277 -8573. Ter a dom, 10h/17h; qui, 10h/20h. Possui um pequeno acervo com coleções de pinturas, esculturas, artes decorativas, fotos e objetos do séc. XIX. O anexo acolhe exposições temporárias e uma interessante apresentação, com fotos e mapas, da história da cidade. O coração do museu, a Fazenda do Leitão (1883), de arquitetura típica das fazendas coloniais das Minas Gerais, abriga diversos objetos de época (arte sacra, uniformes, armas). No jardim estão expostos um antigo bonde e uma locomotiva à vapor, utilizada na época da fundação de Belo Horizonte.
PAMPULHA
Fica a 12 km ao norte do centro de Belo Horizonte. É melhor ir de carro ou de táxi para visitar os diferentes locais. A lagoa artificial de Pampulha foi criada entre 1940 e 1942, a pedido de Juscelino Kubitschek, então prefeito da cidade, e encomendada aos melhores profissionais da época, no Brasil: o arquiteto Oscar Niemeyer, o paisagista Burle Marx, o pintor Cândido Portinari, os escultores Ceschiatti, Zamoiski e Pedrosa. A lagoa não se presta a atividades náuticas e o passeio é feito em torno dela, pela Av. Octacílio Lima. O conjunto compreende um jardim botânico e um parque ecológico.

MUSEU DE ARTE DE PAMPULHA. Av. Otacílio Negrão de Lima 16.585, Pampulha. Tel.: (31) 3277 -7946. Ter a dom, 9h/19h. Elegante, o prédio mistura linhas horizontais e verticais, curvas e ângulos retos. A grande janela envidraçada distribui generosamente a luz natural. Construído inicialmente para ser um cassino, foi convertido em museu depois da proibição oficial do jogo (1946). O museu apresenta coleções de arte contemporânea e acolhe regularmente, exposições temporárias.

IGREJA SÃO FRANCISCO DE ASSIS. Av. Otacílio Negrão de Lima s/n°, Pampulha. Tel.: (31) 3427 -1644. R$ 2. Para maiores de 65 anos: R$ 1. Esta jóia, assinada por Niemeyer, é um dos símbolos do modernismo brasileiro. Pousada na margem direita da lagoa de Pampulha, a igreja, com sua delicada e curvilínea silhueta, coberta de cerâmica azul, surpreende por sua pequena estatura. No interior, 14 painéis representam a via sacra e a vida de São Francisco de Assis, pintados por Cândido Portinari. A área em torno da capela tem jardins projetados por Burle Marx.

CASA DO BAILE. Av. Otacílio Negrão de Lima 751, Pampulha. Tel.: (31) 3277-7443. Ter a dom, 9h/19h. Inaugurada em 1943, a casa sediou, durante muitos anos, as festas da elite de BH. Sua fachada é interessante, pois sugere a continuidade da lagoa. Atualmente, é um anexo do Museu de Arte de Pampulha.

IATE TÊNIS CLUBE. Av. Otacílio Negão de Lima 1350, Pampulha. Tel.: (31) 3490-8400. Ter a sex, 8h/18h. A estrutura original é tombada pelo patrimônio estadual e nacional. O paisagismo é de Burle Marx e tem um painel produzido pelo artista Cândido Portinari.
PASSEIO A SABARÁ
A 20 km da capital mineira. Esta grande vila adormecida à sombra de Belo Horizonte esconde suntuosas igrejas barrocas, que vale a pena conhecer, entre outros monumentos igualmente interessantes.

IGREJA Nª Sª DO ROSÁRIO DOS PRETOS (SÉC XVIII). Olhando as ruínas da igreja, não dá para imaginar o que há por trás das paredes de pedra sem reboco, a céu aberto. A obra foi abandonada no meio da construção, quando foi declarada a abolição da escravatura, em 1888. A muralha protege antiga capela de taipa, de 1713. Na sacristia está o Museu de Arte Sacra, com peças dos séculos XVIII e XIX.

IGREJA DA ORDEM TERCEIRA DE NªSª DO CARMO (1763 – 1818). Ter a sáb, 9h/11h30, 13h/17h30. Dom, 13h/17h. Trata-se da única igreja de Sabará onde Aleijadinho contribuiu, com a execução do frontispício.
MUSEU DO OURO. Ter a dom, 12h/17h. Antiga Casa de Intendência e Fundição, o Museu do Ouro é um belo e autêntico exemplar da arquitetura colonial do século XVIII. O museu expõe incrível coleção de móveis, peças religiosas e utensílios ligados ao trabalho de mineração (ferramentas, cofres, balanças…).

IGREJA MATRIZ DE NªSª DA CONCEIÇÃO (1710). 9h/17h. Fim de semana, 9h/12h e 14h/17h. A fachada construída em pedra e cal guarda um interior suntuoso, com talhas douradas nos altares, nas colunas e nos arcos. Belíssimos, também, os detalhes orientais no retábulo dourado e vermelho da Capela do Santíssimo. A pia batismal, em pedra sabão, é obra de Aleijadinho.

IGREJA DE NªSª DO Ó (1720). 9h/17h. Fim de semana, 9h/12h e 14h/17h. A igreja de Nossa Senhora do Ó em Sabará é pequena e tem uma aparência singela, com a sua fachada simples. No interior, é esplendorosa, com uma decoração riquíssima. Suas talhas douradas são uma das obras primas da arte barroca das Minas Gerais. As pinturas, com temas chineses em ouro, sobre vermelho e azul, lembram as lacas do oriente.
COMPRAS
FEIRA DE ARTE E ARTESANATO. Av. Afonso Pena. Dom, 8h/14h. Com 3 mil expositores e 80 mil visitantes, é o mais importante mercado de rua da América Latina. Lá se vende de tudo: bijuterias, enxoval para bebê, objetos de decoração, sapatos, roupas, entre tantas outras coisas.
FEIRA DE TOM JOBIM. Avenida Bernardo Monteiro, Centro. A feira acontece aos sábados, com 85 expositores que vendem antiguidades e vários outros objetos, além das comidas e bebidas típicas.
NOITE
A vida noturna em Belo Horizonte é bastante animada. As opções vão desde shows e boates até a mais tradicional música ao vivo. Há uma infinidade de bares por lá. O centro é zona boêmia, enquanto a Savassi é tradicional ponto de encontro. Cafés, restaurantes, choperias e pubs movimentam também os bairros de São Pedro, Santo Antonio e Lourdes.

Mais antiga representação humana tem 35 mil anos
2009-05-14

© Universidade deTübingen
A Vénus de Hohle Fels veio retirar o lugar de representação humana mais antiga à Vénus de Willendorf, descoberta na Áustria em 1908 e que tem 28 mil anos. A nova figura feminina tem 35 mil anos, foi descoberta em Setembro de 2008 na Alemanha e tem as proporções dos caracteres sexuais femininos ainda mais exageradas.
Nicholas Conard, investigador da Universidade de Tubinga, Alemanha, afirmou em um artigo publicado na Nature que, “não há nenhuma dúvida de que a representação de um peito aumentado, das nádegas e genitália acentuadas resulta de um exagero deliberado das características sexuais da figura”.

A nova Vénus foi descoberta nas grutas de Hohle Fels em estratos do Paleolítico Superior, que coincide com poucos milhares de anos depois dos primeiros Homo sapiens (o homem moderno), terem colonizado a Europa. A escultura tem menos de seis centímetros e 33 gramas é atualmente a representação mais antiga de arte figurativa.
As populações humanas que habitavam o centro da Europa há 35 mil anos, eram sociedades de caçadores/recolectores segmentadas em grupos de 25 pessoas, com ritmos de deslocação certos e que trocavam freqüentemente idéias, objetos e experiências.
Calcula-se que tenha sido neste contexto que a Vénus de Hohle Fels foi esculpida, mas continua a ser controverso, para os investigadores, o porquê da sexualidade feminina surgir de forma exacerbada.
Como a Vénus de Willendorf, não são só certas características que estão sobrevalorizadas, partes anatômicas como os pés e pernas são minimizadas. A cabeça, neste caso, transforma-se num pequeno anel que parece servir para pendurar o objeto.
Uma das características destas figuras é a representação da gordura. Muitas vezes é tão realista que os investigadores defendem que quem esculpiu terá de ter visto alguém com um nível de obesidade raro nestas sociedades.

Pergunta a um Nobel!
You Tube promove interação entre premiados
e comunidade online
Os utilizadores do You Tube têm agora a oportunidade de «Perguntar a um Prêmio Nobel» o que quiserem na página www.youtube.com/thenobelprize. O vencedor do Nobel da Física 2006, John Mather – um astrofísico da NASA – é o primeiro a participar e responderá a uma seleção de questões colocadas pela comunidade online.

Nobelprize.org é o nome da página oficial da Fundação Nobel (Nobel Fundation) que gere o canal The Nobel Prize YOUTUBE, e dissemina conteúdos dos seus vastos arquivos desde o primeiro tributo em 1901. Para além de espalhar informação relativa às descobertas, feitos e histórias que inspiram sobre mais destacados em cada ano, agora a entidade oferece a possibilidade, aos interessados, de poderem fazer perguntas diretamente aos premiados através do canal recentemente lançado.

John Mather, Prêmio Nobel da Física 2006, é o primeiro disponível. Este foi o primeiro investigador da NASA a receber o título, que lhe foi entregue juntamente a George Smoot pela sua descoberta pela descoberta da forma de corpos negros e da anisotropia da radiação cósmica de fundo, um trabalho importante para cimentar a teoria do Big Bang e que deu um salto importante para se poder compreender o início do Universo.

Per Gunnar Holmgren, diretor-geral do Nobelprize.org disse: “O canal You Tube Nobel Prize é um excelente fórum para promover a interação com os Nobel. E com John Mather, em particular, e com a sua investigação sobre as origens do Universo, já que uma série de questões pode ser levantada. Desta forma, aumentando o acesso aos laureados, encorajamos estudantes, educadores, investigadores e o público em geral”.

Conventinho de Itu, muito mais do que clausura

O Mosteiro Concepcionista Nossa Senhora das Mercês, ou Conventinho, há 55 anos, com a chegada da já falecida Madre Gema, produz doces, licores, geléias e vende frutas e especiarias.
DELÍCIAS ESPECIAIS

Madre Gema veio de São Paulo e com ela trouxe as receitas e uma ajuda especial do médico Archimedes Lammoglia, que doava frutas e trazia essências de uma loja paulistana, da qual chegam as encomendas até hoje.

Algumas essências da produção do licor são caseiras, como as de laranja, abacaxi e jenipapo. A calda é feita com 1 quilo de açúcar para 1 litro de água, depois se coloca a essência curtida no álcool.

A Irmã Maria Auxiliadora do Menino Jesus, que vive há 56 anos no convento, é uma das responsáveis pela coordenação da fabricação destes produtos. A maioria das frutas utilizadas para as compotas são das árvores do convento, como goiaba, acerola, banana e uva.

Em determinadas épocas, a produção aumenta, principalmente a de jabuticaba, que é usada para a produção de vinho e também de licor. Todos os produtos são vendidos na lojinha do convento, inclusive as nozes nacional ou nozes pecam, provenientes das árvores do convento.
A VIDA DAS IRMÃS

Irmã Maria Auxiliadora vive em clausura com mais 13 Irmãs. A sua vida é simples e regrada, composta de oração e devoção. As monjas vivem inteiramente segregadas do mundo, podem receber visitas em parlatórios (atrás de grades que as separam das pessoas).

O dia das irmãs começa às 5h30 da manhã, quando partem para a igreja fazer suas orações, assistem à missa e depois tomam seu desjejum. Após o café, cada irmã segue para o seu trabalho. Irmã Maria Auxiliadora trabalha na cozinha, orientando as demais, já que não consegue mais exercer tantos trabalhos devido a uma deficiência.

Às 11h, é executada uma procissão até a igreja, onde se reza pelas almas. O almoço, que é um momento sagrado para as irmãs, é feito em silêncio depois que as conselheiras benzem a mesa. As irmãs têm 30 minutos para repousar.

A tarde toda é composta por orações. A janta é considerada um “recreio” pela irmã Mª Auxiliadora, já que elas podem conversar, assistir ao telejornal e fazer suas próprias orações. Antes de se recolherem, há mais uma oração.

Os domingos são livres para que as Irmãs recebam suas famílias no parlatório, executem seus afazeres pessoais e freqüentem a missa. Na igreja do Conventinho, o andar superior foi todo cercado com grades para que as irmãs assistam à missa junto à comunidade.

Muitas pessoas não aceitam o modo de viver das monjas concepcionistas, mas assim como todos são livres para fazer suas escolhas, as irmãs fizeram a sua: viver em clausura!

Conventinho

Lilian Araujo Sartório/ www.itu.com.br

O Convento foi fundado em 25 de dezembro de 1.825 por Frei Inácio de Santa Justina e seu grande auxiliar foi o padre Elias do Monte Carmelo. Incorporando à ordem Imaculada Conceição em 17 de Fevereiro de 1.952, formando-se então, canonicamente Mosteiro Concepcionista.

Foi a primeira casa religiosa também o primeiro colégio para meninas. Funcionou no antigo Mosteiro já demolido, de 1.824 até 1.967, na Praça Regente Feijó. É uma obra de arquitetura moderna, do Ituano Dr. Walter Toscano.

Pimenteiras quer ser vista além da Amazônia
SÁB, 17 DE OUTUBRO DE 2009 12H37MIN

Cidade com turismo ainda incipiente fica no encontro de dois biomas. Índios, seringueiros e bolivianos vivem na região
PIMENTEIRAS DO OESTE, RO – Na fronteira do Brasil com a Bolívia, a 177 quilômetros de Vilhena, Pimenteiras do Oeste é uma das localidades mais antigas e a menos populosa de Rondônia. Com cerca de 2,5 mil habitantes e emancipada apenas há 14 anos, ela guarda uma série de curiosidades em sua formação histórica. Índios, bolivianos e seringueiros fazem parte do cenário desse município explorado muito aquém do seu imenso valor arqueológico e cultural.
Pimenteiras promove há dez anos o Festival de Praia, às margens do Rio Guaporé, uma festa que atrai milhares de pessoas e consta de apresentações musicais, área de camping e muita bebedeira. E se resume nisso a “agenda cultural” da cidade. Falta uma programação que valorize o ecoturismo e que seja capaz de seduzir visitantes o ano todo, em busca de gastronomia típica, artesanato, biodiversidade, religiosidade, além dos “causos” e lendas que poderiam incrementar o desenvolvimento econômico.
Pantanal e Amazônia
A natureza majestosa – que inclui dois biomas, a Floresta Amazônia e o Pantanal – atrai visitantes, mas há outros, subvalorizados. É o exemplo da festa religiosa que marca a recepção dos fiéis católicos que seguem em batelões (tipo de embarcação) a centenária procissão fluvial do Divino Espírito Santo. Trata-se de uma tradição herdada dos afro-descendentes e portugueses, atualmente reunindo brasileiros e bolivianos. No entanto, é pouco divulgada.
A cidade reúne muitos pimentenses que sabem fazer trabalhos manuais e artesanatos com traços herdados das culturas indígena, cabocla e boliviana. Ainda não existe um local para uma exposição dos produtos. Um dos que se ressentem disso é a ex-pescadora Francisca Maria Serrat, uma negra filha de seringueiros que produz colchas de retalho, bonecos de pano e pinturas com traços afros ainda não conhecidos pela própria gente do lugar.
Moradora em Pimenteiras desde os anos 1980, a boliviana Glória Miranda também personifica um pouco da diversidade cultural. Além de pães e bolachas, ela fabrica a bebida mais tradicional do Vale: a chicha original, feita à base de milho fermentado, adquirindo teor alcoólico. Na versão de Glória, é um refresco nutritivo, sem álcool, apreciado até pelas crianças.
Santo da casa não faz milagre
O empresário Renato Pereira é dono do Barco-Hotel Rei, pouco prestigiado dentro do estado, mas conhecido por turistas de diferentes regiões. “Recebo aqui gente vinda de vários lugares do Brasil e do mundo”, conta. Recentemente, um grupo de alemães se hospedou no barco, que fica ancorado em frente à Reserva Noel Kempff, na Bolívia.
O que atraiu o grupo europeu foi à grande diversidade de borboletas que ninguém das redondezas costuma notar. As vitórias-régias, tartarugas, pássaros e plantas, além dos passeios de voadeiras e a comida tradicional da região também chamaram atenção dos “gringos”.
Às vezes, seu Renato vai pessoalmente para a cozinha para agradar aos turistas, preparando o delicioso peixe Pintado, assado envolvido em folha de bananeira. Outras especiarias do município são os doces de caju e de ovo de tracajá – este, muito prestigiado pelos ribeirinhos.
Pesca
Afora o barco-hotel – possui quatro camarotes com ar-condicionado -, Pimenteiras tem outros dois hotéis e um restaurante, todos muito simples. A economia gira em torno da pesca, que aos poucos vem sendo substituída pela agricultura familiar.
O turismo ainda é incipiente e amador. Começou a surgir em meados da década de 1980, depois de uma matéria na TV Globo tratando da vastidão e da beleza do Rio Guaporé, atraindo pescadores de ocasião de todo o Brasil.
A atividade predatória e a falta de repovoação do rio acabaram trazendo danos ambientais e prejudicando os pescadores artesanais. Hoje, o que se busca é um turismo que possa “deixar as coisas em seus lugares”, comenta Renato.
Cheia de graça e de histórias
PIMENTEIRAS DO OESTE – As belezas naturais e o caráter cosmopolita de Pimenteiras somam-se às suas riquezas arqueológicas e históricas. Para se ter idéia da antiguidade dos registros, há um de 1750, dando conta que o capitão Antônio Rolim de Moura armou acampamento às margens do Guaporé durante uma viagem que ele fazia de Vila Bela da Santíssima Trindade, então capital de Mato Grosso ao Forte Príncipe da Beira, em Costa Marques.
Em frente à Igreja Matriz está afixada uma cruz de bronze com escritos em alemão, datados de 1907. O artefato foi retirado da mata sob a cova de um certo Jasper Von Oertzen, que seria um missionário evangélico morto aos 32 anos. Nota-se que o local já era conhecido como “Pimenteira” (assim mesmo, no singular). Ninguém sabe ao certo a origem da denominação.
Também existem muitos resquícios dos índios Pau Cerne. Moradores encontraram vasos, urnas e outros utensílios inteiros feitos em barro. Nas proximidades do seu barco-hotel, dentro da Área de Preservação Ambiental Tamanduá, existe um cemitério abandonado. No local, foram enterrados os corpos de dezenas de aventureiros e garimpeiros.
Achar pessoas nascidas em Rondônia que tenham mais de 60 anos é uma raridade. Mas em Pimenteiras existem, relativamente, muitos deles, havendo a predominância de três genealogias: Brito Nery e Leite Ribeiro.
Fonte Amazonia

Floresta Amazônica Localização

A Floresta Amazônica está localizada na Região Norte do Brasil, e possui uma área de cerca de 5,5 milhões de km². Fazendo parte de nove países: Brasil, Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Equador, Suriname, Guiana e Guiana Francesa, é a maior floresta tropical úmida do planeta e com a maior biodiversidade. No Brasil, a Amazônia Legal se estende por nove estados brasileiros: Amazonas, Pará, Roraima, Rondônia, Acre, Amapá, Maranhão, Tocantins e parte do Mato Grosso, representando mais de 61 % do Território Nacional. O Amazonas é o maior estado da Amazônia e também do Brasil, com mais de 1,5 milhão de km². Muito maior que vários países da Europa como Portugal, Inglaterra, Holanda ou Alemanha, por exemplo.
Clima
Localizada na Região Norte do Brasil e cortada pela linha do Equador, a Amazônia tem o clima Equatorial predominante, quente e úmido, com temperaturas anuais variando entre 21ºC e 42º. A temperatura média anual é de 28ºC e caracterizado por umidade elevada durante todo o ano, o que favorece a formação da cobertura vegetal de floresta ombrófila (densa), com árvores de grande porte e folhagens sempre verdes. As chuvas são muito abundantes (entre 3500 e 6000 mm/ano) e, em certos períodos do ano, provoca enchentes, inundando vastas regiões e fertilizando a terra. As precipitações contribuem para a cheia dos rios e auxiliam na transformação das paisagens amazônicas no meio tempo entre a estiagem e o período de chuvas.
População
Não se pode confirmar exatamente desde quando a Amazônia é habitada, mas sabe-se que desde antes da chegada dos europeus, no século XVI, os índios já viviam na região. Desses mais de 500 anos de história, a formação populacional da Amazônia, assim como a brasileira, preserva ainda hoje características da grande miscigenação entre as diversas raças. Herança da colonização européia, o brasileiro, e o povo amazônico, em particular, apresentam traços do índio, o branco e o negro, como nenhum outro no mundo. Ribeirinhos, índios, seringueiros, garimpeiros, pescadores, operários, executivos. Com cerca de 20 milhões de pessoas vivendo nos nove estados da Amazônia Legal, a densidade demográfica é de cerca de 3,4 habitantes por Km2, com 62% da população vivendo nos centros urbanos.
Economia
A Economia se desenvolveu com a preocupação de inserção da Amazônia ao contexto brasileiro. Ao longo da História, diversas fases marcaram o crescimento econômico da região, como o período da Borracha, na segunda metade do século XIX, quando a Amazônia presenciou um período rico e de crescimento de grandes cidades como Manaus e Belém, e durou até a década de 20. Hoje a região apresenta atividades econômicas estruturadas em um Pólo Industrial com empresas certificadas pelo nível zero de poluição, e essencial para o equilíbrio financeiro local, por meio da geração de milhares de empregos diretos e indiretos na capital e interior. O sistema de importação e exportação do Pólo Industrial de Manaus (PIM), a maior capital da Região Norte, desenvolveu os sistemas de transporte fluviais e aéreos, com base no Porto Flutuante de Manaus e no aeroporto internacional Eduardo Gomes, um dos principais terminais de carga do país. A criação da Zona Franca de Manaus representou ainda um crescimento demográfico sem precedentes na região, complementado com o grande registro de imigrantes, a atividade de garimpeiros e o êxodo rural.

Biodiversidade
A biodiversidade amazônica ainda reserva muitos segredos desconhecidos da humanidade. As florestas da região concentram 60% de todas as formas de vida do planeta, mas calcula-se que somente 30% de todas elas são conhecidas pela ciência. Quantos segredos e novas espécies de peixes, pássaros, bichos ou microorganismos ainda desconhecemos? A enorme biodiversidade conta com mais de 3 mil espécies só de árvores, por outro lado determinam a considerável fragilidade dos ecossistemas amazônicos. As árvores gigantescas – algumas com mais de 100 m de altura – vivem basicamente do húmus resultantes da vegetação em decomposição. Da variedade total de espécies animais, vegetais e das propriedades biomedicinais ainda se sabe pouco. Estima-se que a diversidade de árvores na Amazônia varia entre 40 a 300 espécies diferentes por hectare.

Culinária
A Amazônia é muito bem servida pela variedade de pratos típicos e riquíssima em sabores de influência indígena. A culinária regional destaca-se pela enorme oferta de pratos à base de peixes ou frutos existentes apenas nesta porção do planeta. Cada ingrediente quando combinado com elementos regionais ou o tempero caboclo resulta num paladar impossível de não encantar pelo exotismo do preparo. Temperos como a pimenta malagueta, pimenta de cheiro, o tucupi são essencias. Os peixes podem ser cozidos, fritos ou assados. Só é preciso escolher entre o tucunaré, o tambaqui, o jaraqui ou o bacalhau da Amazônia, o delicioso pirarucu, entre tantos outros apreciados com o complemento específico: a farinha do uarini.

Frutas tropicais
A imensa diversidade de árvores frutíferas na Amazônia permite descobrir sabores absolutamente únicos que encantam o paladar de qualquer pessoa. Aromas inusitados, sabores únicos e formas que encantam o olhar misturam-se na diversidade amazônica e fornecem energia e vitaminas a quem as consome. O Cupuaçu tem um sabor muito sutil e ímpar, e dos seus frutos pode-se extrair a polpa para fazer sucos, doces, sorvetes e outras preciosidades. O Açaí, que ficou famoso como poderoso energético, é consumido diariamente em forma de “vinho”. Já há, inclusive, registro de consumo do açaí em outros países; os frutos do açaizeiro são sovados em uma peneira e da polpa se extrai o sumo oleaginoso servido com farinha de tapioca. E a pupunha, a uva da Amazônia, com seus deliciosos frutos em cachos, protegidos por espinhos do tronco da árvore, podem ser consumidos apenas após o cozimento.

Folclore
O folclore é uma das manifestações da cultura popular. E a Amazônia têm um folclore rico com suas lendas, os mitos, as músicas populares, a poesia, as danças, que encantam e fazem parte do imaginário dos turistas e habitantes de toda a Região. As lendas amazônicas fazem parte da vida de cada morador nos mais distantes recantos verdes. Desde criança, é comum ouvir histórias como a do boto que se transforma no homem bonito e encanta as mulheres. A história da cobra-grande assusta, e para muitos é a explicação para a origem de alguns dos grandes rios. Algumas lendas contam que a floresta é habitada por seres mitológicos que a protegem da fúria de caçadores e madeireiros. A crença em entes como o curupira, a Iara, o Mapinguari, o Matinta Perera dão a idéia da magia amazônica e das raízes culturais do homem da região. O folclore reserva ainda a formação de grupos folclóricos com músicas próprias, roupas típicas, dançarinos, e ritmos contagiantes.

Artesanato
As peças que compõem o artesanato amazônico são ricas em detalhes indígenas. Cerâmica, colares, pulseiras, utensílios domésticos, e uma infinidade de outras peças decorativas podem ser apreciadas e compradas. O artesanato regional está diretamente ligado a elementos da cultura local, e até mesmo a matéria-prima utilizada para a produção das peças têm origem na floresta, como sementes, fibras, madeiras, ou a argila para compor peças em cerâmicas. Tudo aproveitado pelos artesãos com criatividade, originalidade e beleza, resultando em belos produtos para a venda. Em Manaus, é fácil encontrar produtos do tipo em feiras permanentes e diárias no centro da cidade, ou nos fins de semana, como a Feira do Artesanato, da Avenida Eduardo Ribeiro. Outras preciosidades podem ser encontradas ainda em lojas de artesanato ou à exposição em museus. As cerâmicas mais antigas de que se tem registro na Amazônia datam de cerca de 7.000 a 8.000 anos
Cultura
A Cultura amazônica recebe importante influência dos povos indígenas. O calendário de eventos das cidades da região exploram elementos como a música, as artes plásticas, o artesanato, e folclores regionais. O Boi-Bumbá de Parintins, já conquistou o prestígio internacional e todos os anos atrai milhares de visitantes para a pequena cidade do Baixo Amazonas, para assistir ao grande espetáculo que conta as lendas da Amazônia, retrabalhando os aspectos indígenas. Em Manaus, uma grande programação pode ser conferida o ano inteiro, desde o carnaval no sambódromo, em fevereiro, até o Carnaboi, em outubro, passando pelo Festival Folclórico do Amazonas, em junho. No interior, diversos municípios também realizam suas festas próprias como Manacapuru, com seu Festival de Cirandas, ou o Festival da Canção em Itacoatiara, com artistas e compositores locais. Para os admiradores de óperas e shows eruditos, durante todo o ano, o Teatro Amazonas reserva diversas montagens no belo palco do período da Borracha. O Festival Amazonas de Ópera é referência no gênero na América Latina, acontecendo nos meses de abril e maio. Há ainda diversos museus e centros culturais com exposições permanentes que contam a rica história da região.
Fonte Amazonia

Recomeçam obras de reforma do Casarão dos Maurício

19/10/2009 – 09h47m
Depois das obras no chamado “prédio da Escola Normal/Fafil”, na Rua Coronel Celestino, 75, que abrigará o Museu regional e será sede provisória do Centro de convivência com a seca, realizadas pelo governo do estado, a prefeitura de Montes Claros iniciou uma nova etapa do processo de restauração de mais um dos imóveis tombados pelo município, conforme decreto-lei de número 1.761, de 28 de setembro de 1.999. O Casarão dos Versiani-Maurício ou Casarão dos Maurício, que fica na mesma rua, número 99, na parte histórica da cidade, terá suas obras de recuperação reiniciadas assim que for concluído o processo licitatório já em curso.
(foto: FÁBIO MARÇAL)

As obras de mais uma etapa de restauração do Casarão dos Maurício contam com recursos de R$ 375 mil, provenientes do FEC – Fundo estadual de Cultura, garantidos através da aprovação do projeto de restauração assinado pela arquiteta e urbanista Clarissa de Oliveira Neves, especializada em revitalização arquitetônica e urbana pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A expectativa é de que a empresa vencedora da concorrência seja conhecida ainda neste mês, para início imediato dos serviços.
Segundo ela, as paredes do sobrado são feitas de enchimento ou taipa, erguidas com varas e tabocas amarradas com cipó, e o espaço é preenchido com barro em mistura com esterco de gado. Os esteios são feitos de aroeira e baldrames de pau-preto ou tamboril, para apoio do assoalho.
De acordo com a viúva do sétimo herdeiro do casarão, João Valle Mauricio, a escritora Milene Antonieta Coutinho Maurício, autora do livro Patrimônio histórico de Montes Claros, a batalha pela reforma do casarão existe há muito tempo.
- O sobrado em uma época foi tombado pela prefeitura, quando Maurício ainda era vivo. Prometeram a reforma e não fizeram nada. Eles dizem que a responsabilidade de manter o sobrado é da família, só que nós não tivemos condições de fazê-la – diz Milene.
Ela diz ainda que a reforma foi idealizada pelo Fundo estadual de Cultura, sendo pouco o dinheiro enviado.
- Depois de tombado, o casarão foi desapropriado, ficando lá, parado. Então, hoje, esperamos que a reforma seja realizada e que seja transformado em um museu, com a história da cidade e dos Maurício que tanto contribuíram. Para isso, eu tenho toda a história dos Maurício para colocar lá. E se a reforma sair vai ser muito bom para o bem da cidade e o resto da história – completa.
Ela ainda revela que só foi conhecer o sobrado depois de ter se casado com João Valle Maurício, e que a reforma é de suma importância para a história de Montes Claros, pois foi construído em 1812.
No livro Serões montes-clarenses, que o falecido escritor Nelson Viana dedicou ao seu marido, ele fala sobre os velhos sobrados, o sobrado nº 99, da Rua Coronel Celestino, que é, segundo o também falecido historiador Hermes de Paula, o prédio mais antigo da cidade, e teria sido retificado por ordem do capitão Pedro José Versiani.
Como dona Milena não chegou a morar no casarão, ela só pode contar às histórias que ouvia de Dr. Maurício:
- Meu marido me contou uma história de seu avô (João Alves Maurício Versiani), que foi o terceiro morador da linha direta na casa. Quando ele se mudou para o sobrado, que foi passado de geração em geração, ele disse que iria ter 12 filhos, e colocar um rapaz em cada porta e uma moça em cada janela, e ele cumpriu a promessa. São quatro portas e oito janelas na frente da casa.
João Valle Maurício escreveu o livro Janela do Sobrado, com um poema para o casarão. Dona Milena revela estar com novo projeto:
- Meu marido gostava muito de contar as histórias do casarão, e de como eram os rapazes da época. Ele tinha uma chácara no jardim Panorama, antes conhecida como Pequi, pena que ele não concluiu todos os livros pra contar as histórias. Agora, eu estou com fotos ilustrativas que acompanham as estrofes do poema, e as fotos mostram a família e o sobrado.
PARTE DO POEMA SOBRADÃO
Velho sobradão da Rua de Baixo
Rua toda feita de saudade
Onde ficou a minha infância
E a minha mocidade
Sobradão dos meus avós
Dos pais dos meus avós
Onde meu pai nasceu
E foi meninos menino vermelho
Menino malino
Sobradão de janelas enormes,
Muitas janelas, enfeitadas de gaiolas,
e as gaiolas enfeitadas de sabiás. (…)
(…) Um dia, quando tudo passar
Você, sobradão, irá guardar
Pedaços de nossas vidas
O tom de nossas vozes
O som de nossos passos
Marcando o compasso do tempo…
São mil braços, sobradão
A desejar abraçá-lo
São mil sorrisos
Mil brinquedos quebrados
Guardados nos quartos escuros
São mil alegrias de crianças
Que com você viveram encantadas
São mil lembranças
Mil ternuras bem amadas
São mil lágrimas, mil saudades
Tudo é você, velho sobradão
É o nosso carinho
É a nossa emoção mais pura
É você, você eternamente
Vivendo nossa cidade
Sendo marco e tradição
Tudo é você
Velho e muito amado
Sobradão

Pergunta a um Nobel!
You Tube promove interação entre premiados
e comunidade online
Os utilizadores do You Tube têm agora a oportunidade de «Perguntar a um Prêmio Nobel» o que quiserem na página www.youtube.com/thenobelprize. O vencedor do Nobel da Física 2006, John Mather – um astrofísico da NASA – é o primeiro a participar e responderá a uma seleção de questões colocadas pela comunidade online.

Nobelprize.org é o nome da página oficial da Fundação Nobel (Nobel Fundation) que gere o canal The Nobel Prize YOUTUBE, e dissemina conteúdos dos seus vastos arquivos desde o primeiro tributo em 1901. Para além de espalhar informação relativa às descobertas, feitos e histórias que inspiram sobre mais destacados em cada ano, agora a entidade oferece a possibilidade, aos interessados, de poderem fazer perguntas diretamente aos premiados através do canal recentemente lançado.

John Mather, Prêmio Nobel da Física 2006, é o primeiro disponível. Este foi o primeiro investigador da NASA a receber o título, que lhe foi entregue juntamente a George Smoot pela sua descoberta pela descoberta da forma de corpos negros e da anisotropia da radiação cósmica de fundo, um trabalho importante para cimentar a teoria do Big Bang e que deu um salto importante para se poder compreender o início do Universo.

Per Gunnar Holmgren, diretor-geral do Nobelprize.org disse: “O canal You Tube Nobel Prize é um excelente fórum para promover a interação com os Nobel. E com John Mather, em particular, e com a sua investigação sobre as origens do Universo, já que uma série de questões pode ser levantada. Desta forma, aumentando o acesso aos laureados, encorajamos estudantes, educadores, investigadores e o público em geral”.

Boa Vista é porta de entrada para a Amazônia

Localizada à margem direita do Rio Branco, Boa Vista pode ser considerada a porta de entrada natural para a Amazônia e para a região onde se situam algumas das montanhas mais altas do país, como o Monte Roraima e o Monte Caburaí, o ponto mais setentrional do Brasil.

Uma paisagem recortada por rios, cachoeiras e formações rochosas compõe o cenário que abriga mais de 400 espécies de bromélias. Essas são algumas das surpresas reservadas a quem aceitar o desafio de chegar ao Monte Roraima, uma das montanhas mais antigas da terra que fica na fronteira entre Brasil, Guiana e Venezuela.

Com 2.875 metros de altitude, essa formação teve início há cerca de 150 milhões de anos, e há séculos vem povoando a imaginação de aventureiros dispostos a tudo para chegar a seu platô. Inspirado nesse universo exótico, o escritor Conan Doyle, escreveu “O Mundo Perdido”.

No platô há uma vasta mesa de arenito de aproximadamente 40 km², coberta de blocos e montes de até 30 m que se elevam em todas as partes. Dali é possível ter a dimensão do poder do tempo, ao observar as fendas e abismos formados pela ação do vento e das chuvas. É aí que fica o vale dos cristais, onde ocorrem formações de pequenas esculturas pontiagudas de cristais.

Ensinando aos Pequenos: de zero a três anos
Alessandra Arce e Ligia M. Martins (orgs.)
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Editora Alínea | ISBN 978-85-7516-357-3
1ª edição – setembro/2009
210 pag. | 140 x 210 mm
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sinopse :..
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A criança pequenina encanta e, ao mesmo tempo, a responsabilidade de educá-la a muitos assusta. É possível falar em ensino para crianças menores de três anos? A criança produz, ou não, cultura? Pode-se dar aulas para bebês? Como se desenvolve a criança pequena? Podemos interferir em seu desenvolvimento? Quem trabalha no berçário, maternal e nas creches é professor ou educador? Estas e outras questões são objeto de análises e discussões nesta obra que pretende colocar o ensino como eixo do trabalho com os pequeninos. Para tanto, os autores aqui reunidos produziram textos que servem como auxiliares no pensar e fazer cotidiano das creches e salas de educação infantil, objetivando a formação integral da criança de 6 meses a 3 anos de idade.
“Língua de criança é a imagem da língua primitiva,
Na criança fala o índio,
a árvore o vento.
Na criança fala o passarinho.
O riacho por cima das pedras soletra os meninos.
Na criança os musgos desfalam, desfazem-se.
Os nomes são desnomes.
Os sapos andam na rua de chapéu.
Os homens vestem-se de folhas de mato.
A língua das crianças conta a infância em tatibitati e gestos.”
(Manoel de Barros in “Poeminhas Pescados”, Record, 2001)

Professora da UFS lança livro internacional
O lançamento foi feito em parceria com a Universidade da Carolina do Norte – EUA
22/10/2009 – 18:05
O livro ‘Vovó Nagô, Papai Branco: Usos e Abusos da África no Brasil’, da professora de Antropologia da UFS, Beatriz Góis, foi lançado em setembro de 2009 nos Estados Unidos em língua inglesa sob o título ‘Nagô Grandma and White Papa’.O lançamento foi feito em parceria com a Universidade da Carolina do Norte – EUA, foi traduzido por Stephen Berg e já recebeu comentários de pesquisadores internacionais.
O professor de História do Brasil na Universidade Estadual de Campinas, Robert Slenes, afirma que “o livro permanece surpreendentemente relevante para os debates teóricos correntes sobre essas questões bem como para a área de estudos sobre a diáspora africana”.
Já Mark Healey, professor de História na Universidade da Califórnia em Berkeley destaca: “A profundidade, a preocupação e a sofisticação da pesquisa e da análise dela (Beatriz Dantas), fizeram desse livro um modelo para a geração acadêmica brasileira. A tradução para o inglês traz para esse trabalho criativo o amplo público que ele merece”.
A obra, que inicialmente foi tese de mestrado da professora e já foi citada na bibliografia de vários cursos de graduação e pós-graduação, retrata as religiões afro-brasileiras no estado de Sergipe de uma forma inovadora, tendo como objeto de estudo um terreiro de Laranjeiras e traz um conceito moderno da pureza das religiões.
A autora do livro diz que sua obra em língua inglesa é importante porque “amplia o horizonte de discussão sobre esse tema” e acrescenta que, em português, o conhecimento ficaria muito restrito. Além disso, ressalta que sua obra influencia na divulgação da UFS no mundo através de sua produção científica.
Fonte: Ascom UFS

Primeiros habitantes das Ilhas Canárias eram berberes
Estudo luso-espanhol publicado na BMC Evolutionary Biology
2009-10-22

Origem evolutiva da população das Ilhas Canárias
Uma equipa de investigadores portugueses, liderados por António Amorim, do IPATIMUP, e espanhóis levou a cabo um estudo genético molecular sobre o cromossoma Y (que define o sexo masculino), na comunidade aborígene das Ilhas Canárias, para determinar a sua origem e saber como é que sobreviveram à população atual.

Segundo resultados obtidos, a origem da linhagem paterna é norte africana, já a materna foi praticamente substituída hoje pela européia. Investigadores da Universidade de La Laguna (ULL), do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP) e o Instituto de Medicina Legal da Universidade de Santiago de Compostela analisaram o cromossoma Y a partir de despojos de dentes encontrados nas ilhas.

Determinou-se uma evolução na linhagem paterna com origens da Era pré-hispânica até aos nossos dias. É de referir que apenas o DNA mitocondrial foi estudado – o que refere meramente evolução do lado materno (acreditava-se que o DNA mitocondrial era passado para a prole unicamente através da mãe, mas já foi relatado que ocasionalmente pode ser herdado a partir do pai).

Análise feita a um dente aborígene
Rosa Fregal, autora principal do artigo recentemente publicado na «BMC Evolutionary Biology», e investigadora do Departamento de Genética da ULL, explicou que “ao passo que linhagens maternas aborígenes sobreviveram subtilmente, as paternas foram progressivamente, sendo substituídas pelas européias”.

Os especialistas analisaram também uma amostra histórica de igreja La Concepción (Tenerife), cujas datas remetem para os séculos XVII e XVIII. Através deste estudo, conseguiram estabelecer o impacto da colonização européia e do comércio de escravos africano; assim como a evolução de traços aborígenes da Ilhas Canárias ou Guanches (povo nativo da região), desde a Era pré-hispânica.

Durante este período, a maior parte das relações entre o sexo masculino e feminino eram estabelecidas entre homens ibéricos e mulheres guanches, “dada a posição social dos primeiros”, avançou Fregel. Os cientistas afirmam que existia maior taxa de mortalidade nos aborígenes por serem discriminados pelos conquistadores e “não apenas durante a conquista de Castela, no século XV, mas mesmo depois”. Já no caso das linhagens sub- Saharan, “ambos os sexos eram discriminados” e traços tanto do lado materno como paterno foram diminuindo.

Mulheres com traços europeus e homens ibéricos
Traços de colonização européia

Um estudo anterior sobre o cromossoma Y na atual população das Ilhas Canárias revelou o impacto da colonização européia nos homens. A investigadora espanhola refere que foram encontrados traços “em 90 por cento”. Contudo, a análise mitocondrial do DNA demonstrou uma notável sobrevivência da linhagem aborígene, enquanto que a contribuição européia se mantinha entre os 36 e 62 por cento.

Ibéricos e europeus contribuíram fortemente para o patrimônio genético masculino da região: aumentando 63 por cento desde os séculos XVII e XVIII; por outro lado, os genes aborígenes diminuíram 31 a 17 por cento e nos genes Sub-Saharan, de seis a um por cento.

Já no caso das mulheres, a contribuição européia sobressai em maior escala do que a aborígene. Apesar dos avanços, ainda há mistérios que permanecem não resolvidos, como saber “se os primeiros habitantes vieram pelos seus próprios meios ou se foram trazidos à força, já que não há sinais de terem conhecimentos de navegação ou se vieram de uma só vez ou chegaram aos poucos”, concluiu Rosa Fregal.

Num prato de feijão, parte da história do Brasil

Rio – Presente nas mesas da alta sociedade e da classe média, nas tardes festivas de escolas de samba e favelas, o feijão, estrela da culinária brasileira, já foi esnobado pelas elites. Demorou para o grão passar pela goela dos mais ricos, que chegaram a comê-lo escondido por ser considerado ‘comida de pobre’.

A elite mudou de roupa, copiando o francês, mas não mudou o gosto alimentar. Foi a vitória da feijoada!”, exalta o pesquisador visitante do Departamento de Geografia da UFF, Almir Chaiban, que fez pesquisa sobre a história do grão desde 1808 até hoje, com apoio da Faperj.

Atualmente, a mistura de feijão com carnes, especialidade carioca, freqüenta todas as mesas. Sexta-feira, é difícil encontrar em restaurantes, chiques ou ralés, quem resista ao cheirinho do caldo negro fumegante.
Para o cozinheiro Rodrigo Mota Adão, 35 anos, o sucesso da comida vem de véspera.
“A boa feijoada começa a ser preparada um dia antes, com o corte certo dos miúdos e retirada da quantidade exata de sal da carne seca”, ensina o mestre-cuca do restaurante Bandeira F.C., na Praça da Bandeira, onde os amantes do prato fazem fila até a calçada.
Mas nem sempre a feijoada saboreou tanta popularidade. Chaiban diz que no início do século 19, com a chegada da Família Real Portuguesa ao Rio, a nobreza começou a comer a iguaria de forma velada. Só pobre era visto degustando o prato. O pintor francês Jean-Baptiste Debret descreveu, em relatos de viagem ao Brasil, que comerciantes comiam feijão com carne seca e farinha, ardendo de pimenta, escondidos no fundo de seus estabelecimentos.

Gradativamente, a feijoada passou dos fundos da cozinha para a sala de jantar. Em 1830, já estava na mesa de ricos e pobres todos os dias. E ganhou o mundo. Mas há quem diga que nada supera a receita carioca.
“A feijoada de São Paulo não é a mesma coisa. Alguém do Rio tinha que ensinar a eles”, provoca o gerente comercial Carlos Alberto Corrêia, 57.
Feijoada surgiu entre ricos
O historiador Chaiban derruba a lenda de que foi nas senzalas que a feijoada nasceu, feita por escravos com restos de carnes desprezados na Casa Grande. “Surgiu nas famílias ricas, porque os miúdos eram valorizados pelas elites. Eles comiam uma feijoada mais incrementada e os pobres, feijão ralo, com pequenos pedaços de carne seca ou toicinho”, explica.

Nessa semana, outro estudo sobre o grão, feito pelo Instituto de Defesa do Consumidor, mostrou má qualidade do feijão brasileiro. Insetos e larvas vivas foram encontrados em 20% das amostras avaliadas.
Fonte Dia

Fique por dentro das atividades do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro
09/11/2009
Fundado em 21 de outubro de 1838, com o patronato de D. Pedro II, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) surgiu da aspiração de uma entidade que refletisse a nação brasileira, que há pouco havia conquistado a sua independência.

Considerada a mais antiga e tradicional instituição de fomento da pesquisa e preservação histórico-geográfica, cultural e de ciências sociais do Brasil, o Instituto reúne um significativo acervo bibliográfico, hemerográfico, arquivístico, iconográfico, cartográfico e museológico.

Com milhares de peças, entre livros e folhetos nacionais e estrangeiros, a biblioteca recebeu valiosas doações, especialmente do imperador D. Pedro II, como Os Lusíadas, parte da coleção Thereza Christina.

A hemeroteca teve início com o primeiro número da Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, que vem sendo publicada ininterruptamente desde a sua criação, em 1839. Dos periódicos, destacam-se os ilustrados do século XIX: Semana Ilustrada, com desenhos de Henrique Fleiuss; Revista Ilustrada e Don Quixote, ambos de Ângelo Agostini.

Em seus arquivos, o IHGB possui numerosos autógrafos de D. Pedro II, em seus exercícios de caligrafia, rascunhos de poesias e esboços de desenhos feitos durante as reuniões do Instituto. Nesse conjunto de documentos oficiais e particulares, encontra-se o curioso processo judicial contra as formigas, aberto pelos frades do Convento Santo Antônio, no Maranhão, no início do século XVIII. Os religiosos se sentiam prejudicados pela ação das formigas e as processaram por furtar a farinha da despensa e por abrirem trilhas subterrâneas que ameaçavam a segurança do edifício. Além, é claro, de numerosa documentação que embasa a História do Brasil.

Pela excelência e raridade do seu acervo, o IHGB é uma significativa fonte de pesquisa para aqueles que se dedicam ao estudo da cultura e história do Brasil. O Instituto realiza conferências, exposições, cursos e congressos. O seu patrimônio documental está à disposição do público durante todo o ano, de 2ª a 6ª feira, das 9h30 às 17h.

03.11.2009
Morre aos 100 anos o antropólogo francês Claude Lévi-Strauss

Claude Lévi-Strauss em 1967
Um dos intelectuais mais importantes do século 20, o pensador se tornou famoso com o livro “Tristes Trópicos”, no qual apresenta um minucioso estudo do comportamento social dos indígenas brasileiros.

O antropólogo francês Claude Lévi-Strauss faleceu na noite de sábado (31/10) para domingo, aos 100 anos de idade, segundo informação divulgada nesta terça-feira pela Académie Française.
Um dos intelectuais mais importantes do século 20, Lévi-Strauss lançou as bases da antropologia moderna e é o fundador da corrente estruturalista das ciências sociais. Sua obra influenciou de forma decisiva não apenas a sociologia, mas também a filosofia, a história e a teoria da literatura.
Ele incorporou aos seus trabalhos antropológicos a teoria estrutural do linguista russo Roman Jakobson, criando a antropologia estrutural. A tese de que os seres humanos estão submetidos a sistemas estruturais inconscientes atravessa como um fio condutor toda a sua obra.
Nascido em Bruxelas em 28 de novembro de 1908, filho de judeus franceses, Lévi-Strauss fez seus estudos secundários em Paris. Na Sorbonne, estudou Direito e Filosofia, disciplina que lecionaria no ensino secundário.
Sua autobiografia intelectual, Tristes Trópicos, publicada em 1955, é frequentemente apontada como um dos grandes livros do século 20. A obra relata experiências vividas por Lévi-Strauss na Amazônia e foi publicada após a passagem do antropólogo pelo Brasil, onde viveu durante três anos.
Nomeado professor de sociologia na recém-fundada Universidade de São Paulo (USP), Lévi-Strauss partiu para o Brasil em 1935, onde realizou missões etnográficas no Mato Grosso e no Amazonas. O resultado é Tristes Trópicos, um minucioso estudo do comportamento social dos indígenas brasileiros.
De volta a Paris no início da Segunda Guerra Mundial, foi enviado ao campo de combate em 1939. Com a invasão nazista, Lévi-Strauss, que era judeu, deixou a França e foi lecionar nos Estados Unidos. Em Nova York, travou contato com Jakobson.
Com o final da Segunda Guerra, retornou à França. Em 1959, foi nomeado professor de antropologia social no College de France, onde lecionou até 1982, quando se aposentou. Em 1973, tornou-se o primeiro etnólogo a ingressar na Académie Française.
AS/afp/rtr/lusa/dpa

Alemanha lembra centenário de Lévi-Strauss

Autor de ‘Tristes Trópicos’ faz 100 anos
Lévi-Strauss é lembrado na Alemanha por ocasião de seu centenário. Sua obra, para a mídia do país, mantém mais do que nunca sua atualidade.

O etnólogo e antropólogo Claude Lévi-Strauss disputa com poucos outros nomes o título de “intelectual do século”. No dia de seu centenário (28/11/2008), sua obra é lembrada literalmente nos quatro cantos do planeta. Recluso desde o último ano, quando completou 99 anos, o pai do estruturalismo confessou há poucos meses, em conversa com o antropólogo Constantin von Barloewen, “estar convencido de que a vida não tem sentido, de que nada faz qualquer sentido”.
Em entrevista para o documentário Claude Lévi-Strauss – Auto-retrato do Etnólogo, dirigido por Pierre-André Boutang, Lévi-Strauss afirma ter “sempre tido grandes dificuldades de ver a si mesmo como indivíduo, como um eu, dono de uma história própria e de uma identidade a serem reveladas”.
Indícios de que para o antropólogo que um dia chamou a Baía de Guanabara de “boca banguela” – em citação imortalizada por Caetano Veloso no álbum Estrangeiro – vida e obra se misturam a ponto de não serem mais discerníveis.
Legado interdisciplinar
A herança deixada por Lévi-Strauss (homem e obra), pelo menos aos olhos da mídia alemã, não perdeu, desde suas primeiras publicações, em nada sua atualidade. Com documentário veiculado pelo canal franco-alemão de televisão Arte e registros em todos os grandes jornais do país, o antropólogo é lembrado acima de tudo por ter despertado o Ocidente (ou pelo menos parte dele) da arrogância em relação ao que se convencionou chamar de “povos primitivos”.
Para o diário Frankfurter Rundschau, por exemplo, “Lévi-Strauss soube, como poucos, construir uma obra que ecoou fora das fronteiras disciplinares de sua área de conhecimento. O que é tão mais surpreendente quando se pensa que ele conseguiu isso sem fazer concessões evidentes às necessidades de leitura do grande público. Seus textos são densos, complexos, e, do ponto de vista da linguagem, estilizados de tal forma que não permitem qualquer tentativa de uma leitura furtiva. Mesmo assim, Lévi-Strauss atingiu com precisão o nervo do tempo. E conseguiu conferir a toda uma época seu carimbo estruturalista”.
Conteúdo no lugar de ismos vazios
Para outras publicações alemãs, as teorias de Lévi-Strauss são hoje retomadas com fôlego, após o declínio da série de ismos das duas últimas duas décadas. Ismos esses que acabaram fracassando no diagnóstico da contemporaneidade.
Para o diário Süddeutsche Zeitung, por exemplo, “as sínteses racionais e cheias de fantasia de Lévi-Strauss entram de novo na moda”. Uma “moda” bem-vinda, acredita o jornal, “pois essas sínteses entre fisiologia cerebral, geografia e ciências humanas deram provas de sua perenidade”. Hoje, num momento em que as ciências humanas “parecem se voltar de novo para a totalidade – numa Europa vista como problematicamente multicultural, com Estados endividados e prejudicada pela globalização”, a vastidão do olhar antropológico, que carrega inegavelmente a herança de Lévi-Strauss, serve de “reserva e potencial para o futuro”, conclui o jornal.
Já para a escritora Anita Albus, em artigo publicado pelo diário Die Welt, Lévi-Strauss tem que ser lembrado como “a testemunha incorrompível” de nosso tempo, capaz de apontar sempre que necessário para “a atrofia dos sentidos” e para “a expropriação cultural” de nossa civilização.
Teses controversas
Lembrado como “o último gigante do pensamento francês” (Nouvel Observateur) e “pensador do século” (Magazine Littéraire), Lévi-Strauss tem sua obra reeditada em 2.100 páginas pela renomada Bibliothèque de la Pléiade por ocasião de seu centenário. “No mais tardar com essa publicação, que coloca Lévi-Strauss numa série de autores como Proust, Shakespeare ou Goethe, fica claro qual é o valor dado a sua obra na França”, comenta o diário berlinense Der Tagesspiegel.
Uma obra que obviamente não escapou nas últimas décadas de incontáveis críticas, lembra o também berlinense taz: “A bricolage, vocábulo francês para trabalhos manuais que combinam diversos materiais, é um dos conceitos centrais na obra de Lévi-Strauss. Muitas de suas teses são hoje controversas. Principalmente no que diz respeito a seu radical relativismo cultural, questiona-se até que ponto uma responsabilidade moral não deveria nos ater a manter uma posição neutra em relação a vários rituais e costumes. Mas não esqueçamos: criticar é fácil, ser um bricoleur, por outro lado, é difícil”.
Civilização? Que civilização?
Last but not least, o semanário Die Zeit estampa Lévi-Strauss como o autor que com maior lucidez descreveu o poder de destruição da civilização ocidental. Alguém que, além de maior antropólogo e etnólogo do século 20, fez uma “descoberta” de absoluta relevância até os dias de hoje: “Em suas viagens de pesquisa, Lévi-Strauss encontrou uma estirpe que lhe pareceu suscetível e perigosa. Ela destruía a natureza, devastava enormes superfícies de terra, idolatrava amaneiradas divindades falsas, massacrava seus semelhantes e era conhecida por suas terríveis carnificinas. Nesse meio-tempo, essa estirpe exótica derrotou todas as outras e domina o mundo. Seu nome é civilização

DOCUMENTÁRIO – Documentário em Nova Iorque mostra repressão da era Getúlio Vargas

Documentário em Nova Iorque mostra repressão da era Getúlio Vargas

10/28/2009 08h22min: 48 AM

Produzido pela Contraponto, “Sem Palavras” mostra a proibição do idioma alemão no Brasil, na década de 40.

No dia 29 de outubro, às 7pm, na Brazilian Endowment for the Arts (BEA), em Nova Iorque será exibido o documentário “Sem Palavras”, da catarinense Kátia Klock. O filme retrata os efeitos da Campanha de Nacionalização de Getúlio Vargas, quando o idioma alemão foi proibido de ser falado no Brasil.

Realizado pela produtora Contraponto, de Florianópolis (SC), o filme mostra as perseguições sofridas pelos alemães e descendentes de alemães, na década de 40 no sul do país. Junto com o idioma alemão também foram proibidos o italiano e o japonês. Toda esta discriminação foi em função da entrada do Brasil na Segundo Guerra Mundial contra os países do Eixo, no ano de 1942.

Segundo a diretora do filme, Kátia Klock, foram 8 anos de intensa pesquisa para realizar o projeto. A edição e gravação levaram 8 meses. A tia avó de Kátia, que saiu de Santa Catarina e rumou a São Paulo, é quem deu a idéia. “O documentário é um recorte forte da história do Brasil”, disse Kátia.

O minucioso trabalho reuniu fotografias e arquivos sonoros, junto com a reconstrução do clima da época com cenas dramatizadas. Descendentes de famílias alemãs de Blumenau, e que não são atores, fizeram as encenações. O rigor era tanto naquela época que os 12 presídios políticos no país eram chamados de ‘campos de concentração’, para onde eram levados os alemães e descendentes considerados suspeitos sob os olhos dos generais brasileiros. “A perseguição marcou muitas famílias”.

O criterioso trabalho da Contraponto valeu a pena. O governo do estado de Santa Catarina concedeu à produtora o Prêmio Cinemateca Catarinense para produzir o documentário. O lançamento em Santa Catarina e São Paulo ocorreu este ano, quando os estados comemoram 160 anos da imigração alemã. Ainda em Santa Catarina, o filme foi exibido em ambientes acadêmicos, pela Rede Brasil Sul de Comunicações (RBS), importante emissora de televisão e pela TV Educativa do Rio Grande do Sul.

Repercussão positiva
Para Kátia, a exibição em Nova Iorque é uma ótima oportunidade para que os brasileiros que estão fora do Brasil conheçam esta parte de nossa história. A cineasta destacou ainda que famílias de alemães, italianos e japoneses que migraram para o Brasil tem muito interesse.

A repercussão entre comunidades virtuais do mundo inteiro foi muito grande. Segundo Kátia, uma pessoa que migrou para o Rio Grande do Sul na época da guerra, e que atualmente mora no Arizona, relatou que teve a casa incendiada durante a era Getúlio Vargas.

A fim de dar mais divulgação ao filme, Kátia pretende distribuir 1.000 cópias gratuitamente para bibliotecas e centros culturais. O filme terá legendas em alemão, inglês e espanhol.

A exibição de “Sem Palavras” na BEA é gratuita. Doações são bem-vindas. Devido ao número limitado de lugares é recomendado fazer reservas através do telefone (212) 371-1556 ou do e-mail bibliobrnyc@gmail.com. O endereço da BEA é 240 East 52nd Street (entre a 2ª e a 3ª Avenidas).

Documentário em Nova Iorque mostra repressão da era Getúlio Vargas
10/28/2009 08h22min: 48 AM
Produzido pela Contraponto, “Sem Palavras” mostra a proibição do idioma alemão no Brasil, na década de 40.
No dia 29 de outubro, às 7pm, na Brazilian Endowment for the Arts (BEA), em Nova Iorque será exibido o documentário “Sem Palavras”, da catarinense Kátia Klock. O filme retrata os efeitos da Campanha de Nacionalização de Getúlio Vargas, quando o idioma alemão foi proibido de ser falado no Brasil.

Realizado pela produtora Contraponto, de Florianópolis (SC), o filme mostra as perseguições sofridas pelos alemães e descendentes de alemães, na década de 40 no sul do país. Junto com o idioma alemão também foram proibidos o italiano e o japonês. Toda esta discriminação foi em função da entrada do Brasil na Segundo Guerra Mundial contra os países do Eixo, no ano de 1942.

Segundo a diretora do filme, Kátia Klock, foram 8 anos de intensa pesquisa para realizar o projeto. A edição e gravação levaram 8 meses. A tia avó de Kátia, que saiu de Santa Catarina e rumou a São Paulo, é quem deu a idéia. “O documentário é um recorte forte da história do Brasil”, disse Kátia.

O minucioso trabalho reuniu fotografias e arquivos sonoros, junto com a reconstrução do clima da época com cenas dramatizadas. Descendentes de famílias alemãs de Blumenau, e que não são atores, fizeram as encenações. O rigor era tanto naquela época que os 12 presídios políticos no país eram chamados de ‘campos de concentração’, para onde eram levados os alemães e descendentes considerados suspeitos sob os olhos dos generais brasileiros. “A perseguição marcou muitas famílias”.

O criterioso trabalho da Contraponto valeu a pena. O governo do estado de Santa Catarina concedeu à produtora o Prêmio Cinemateca Catarinense para produzir o documentário. O lançamento em Santa Catarina e São Paulo ocorreu este ano, quando os estados comemoram 160 anos da imigração alemã. Ainda em Santa Catarina, o filme foi exibido em ambientes acadêmicos, pela Rede Brasil Sul de Comunicações (RBS), importante emissora de televisão e pela TV Educativa do Rio Grande do Sul.

Repercussão positiva
Para Kátia, a exibição em Nova Iorque é uma ótima oportunidade para que os brasileiros que estão fora do Brasil conheçam esta parte de nossa história. A cineasta destacou ainda que famílias de alemães, italianos e japoneses que migraram para o Brasil tem muito interesse.

A repercussão entre comunidades virtuais do mundo inteiro foi muito grande. Segundo Kátia, uma pessoa que migrou para o Rio Grande do Sul na época da guerra, e que atualmente mora no Arizona, relatou que teve a casa incendiada durante a era Getúlio Vargas.

A fim de dar mais divulgação ao filme, Kátia pretende distribuir 1.000 cópias gratuitamente para bibliotecas e centros culturais. O filme terá legendas em alemão, inglês e espanhol.

A exibição de “Sem Palavras” na BEA é gratuita. Doações são bem-vindas. Devido ao número limitado de lugares é recomendado fazer reservas através do telefone (212) 371-1556 ou do e-mail bibliobrnyc@gmail.com. O endereço da BEA é 240 East 52nd Street (entre a 2ª e a 3ª Avenidas).

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