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	<title>Navegador Brasileiro Weblog</title>
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		<title>Navegador Brasileiro Weblog</title>
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		<title>Aqui os melhores poemas da oficina de poesia da FLIP 2009, selecionados por Carlito Azevedo.</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 15:33:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Navegador Brasileiro</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Aqui os melhores poemas da oficina de poesia da FLIP 2009]]></category>
		<category><![CDATA[selecionados por Carlito Azevedo.]]></category>

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		<description><![CDATA[Novembro 25, 2009 Aqui os melhores poemas da oficina de poesia da FLIP 2009, selecionados por Carlito Azevedo.
Pedras
Depois de anos passeando juntos pela estrada de pedras, quando ela finalmente se tornou plana, tropeçaram.
II
Estão aqui, bem aqui, todas as pedras.
A que atirei de bodoque, aleijando o passarinho, aos nove.
A que arremessei com êxito na vidraça do [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=navegadorbrasileiro.wordpress.com&blog=2003017&post=414&subd=navegadorbrasileiro&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Novembro 25, 2009 Aqui os melhores poemas da oficina de poesia da FLIP 2009, selecionados por Carlito Azevedo.</p>
<p>Pedras</p>
<p>Depois de anos passeando juntos pela estrada de pedras, quando ela finalmente se tornou plana, tropeçaram.<br />
II<br />
Estão aqui, bem aqui, todas as pedras.<br />
A que atirei de bodoque, aleijando o passarinho, aos nove.<br />
A que arremessei com êxito na vidraça do vizinho (e culpei a bola), aos treze.<br />
A que atingiu em cheio o supercílio do policial naquela manifestação em prol não sei de quê, aos dezessete.<br />
A pontuda que deixei estrategicamente embaixo do pneu do vizinho, aos trinta.<br />
A pedra grave, pesada, que pus em cima do assunto que Vanessa preferia manter em aberto, aos quarenta.<br />
E inclusive esta, fria, rígida, que amanhã não comemora quarenta e um.<br />
Marco Bassini</p>
<p>Atacama</p>
<p>Ver o Afeganistão no Atacama de um jeep 4 x 2<br />
ouvindo The Doors no som – no me moleste mosquito<br />
pero acá no hay nadie</p>
<p>por acaso na hora da foto<br />
uma placa de Coca-Cola empoeirada e caída:<br />
não havia P.D.V.</p>
<p>mais adiante a igreja<br />
que ao sol parece aerada<br />
concentra nuvens de adobe<br />
porém levaram São Pedro</p>
<p>no alto, vulcão rosado<br />
tem textura de aquarela<br />
seguindo reto – ainda falta -<br />
laranjada a dez reais<br />
e uma leva de europeus</p>
<p>é o azul marinho maciço<br />
atrás de pontos de prata<br />
que prenuncia a troca<br />
das peles surradas quentes<br />
de pescadores-ferrugem</p>
<p>pelo vestir-se em abraços<br />
na remota tentativa de<br />
estancar feridas secas<br />
superar queda dos graus</p>
<p>a estrada: única palavra<br />
ao alcance do horizonte<br />
não acompanha o ritmo<br />
do que era ritmo antes<br />
Maria Cecilia Brandi</p>
<p>Nós vamos afundar</p>
<p>Vejo três meninas caindo rápidas, enfunadas, como se dançassem<br />
ainda.<br />
Jorge de Lima</p>
<p>Não é: o que é arte?, mas? quando é arte?<br />
A partir de Nelson Goodman</p>
<p>Antes dos remorsos<br />
desse avião despedaçado<br />
que nunca passeou com os filhos,<br />
antes dos poetas míopes,<br />
do homem de chapéu Panamá,<br />
e dos colecionadores de nuvens,<br />
antes que o sino dobre<br />
e o mosquito amigo do rei<br />
penetre a pele velada<br />
pelo mosquiteiro furado,<br />
nós vamos afundar<br />
dançando devagar até o fundo da<br />
garrafa e lá vamos nos reencontrar<br />
transformadas em bestas<br />
de corpo fosforescente, criaturas<br />
vivendo sem luz, no fundo<br />
mais fundo, submersos<br />
no lodo, sem olhos<br />
para abrir e ver,<br />
só um par de antenas<br />
cravadas no couro velho e duro.<br />
E, no momento mais agudo,<br />
esses monstros lá de baixo<br />
vão nos mastigar devagar<br />
e, como nossas irmãs hienas,<br />
vão nos enterrar na areia<br />
e voltar para comer<br />
o resto mais tarde.<br />
Mas um corpo morto é um copo<br />
deitado, não segura mais nada;<br />
aberto para o mundo,<br />
não se fecha nunca mais.<br />
Ah, nós vamos afundar<br />
devagar, e vai ser bom demais.<br />
Porque lá no fundo a felicidade<br />
vai estar nos esperando<br />
com a boca aberta,<br />
macia, sem dentes, pronta para<br />
nos reconhecer<br />
e nos engolir sem mastigar.<br />
Ah, vai ser bom demais.<br />
Nós vamos afundar<br />
agora, juntas.<br />
Paulo Moreira</p>
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		<title>Damas negras</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Nov 2009 11:54:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Navegador Brasileiro</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Damas negras]]></category>

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		<description><![CDATA[Publicado em 22 de novembro de 2009 &#124; Fonte: Reginaldo Santos
Damas negras
Uma inverdade, que durante muito tempo foi cultivada na história do Brasil, foi a de que os negros foram trazidos para o nosso país porque aceitavam as condições impostas pelo cativeiro. Na verdade, os negros não aceitaram passivamente nem a escravidão e nem a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=navegadorbrasileiro.wordpress.com&blog=2003017&post=411&subd=navegadorbrasileiro&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Publicado em 22 de novembro de 2009 | Fonte: Reginaldo Santos<br />
Damas negras<br />
Uma inverdade, que durante muito tempo foi cultivada na história do Brasil, foi a de que os negros foram trazidos para o nosso país porque aceitavam as condições impostas pelo cativeiro. Na verdade, os negros não aceitaram passivamente nem a escravidão e nem a desgastante rotina de trabalho existente nos engenhos. Os escravos elaboraram meios de resistir contra seu opressor imediato, os senhores de engenho.<br />
Neste texto, quero fazer uma homenagem a Zumbi dos Palmares e lembrar-se de um fato relevante para a história brasileira e mundial. Gostaria de lembrar as damas negras do passado e das contemporâneas também.<br />
Uma delas é Dandara, que viveu no século XVII, mulher negra, guerreira do quilombo de Palmares, que no seu auge abrigou, contando-se todos os mocambos pertencentes a Palmares, 50 mil pessoas, mulher de Zumbi e mãe de seus três filhos. Auxiliou Zumbi com táticas e estratégias de guerra.<br />
Teresa de Benguela, século XVIII, mulher de José Piolho, que chefiava o Quilombo do Piolho ou Quariterê, em Guaporé, Mato Grosso. Quando seu marido morreu, Teresa de Benguela assumiu o comando. Revela-se uma líder ainda mais implacável e obstinada. Valente e guerreira ela comandou uma comunidade de três mil pessoas, o quilombo cresceu tanto ao seu comando que agregou índios bolivianos e brasileiros. Presa, Teresa suicidou-se. Em 1994, sua história vira samba enredo da Unidos do Viradouro por obra de Joãozinho Trinta, “Teresa de Benguela &#8211; Uma Rainha Negra no Pantanal”.<br />
Aqualtune, filha do Rei do Congo, a princesa Aqualtune comandou um exército de dez mil homens quando os Jagas invadiram o Congo. Aqualtune foi para frente de batalha defender o reino. Derrotada, foi levada como escrava para um navio negreiro e desembarcada em Recife. Obrigada a manter relações sexuais com um escravo para fins de reprodução, ficando grávida foi vendida para um engenho de Porto Calvo, onde pela primeira vez teve notícias de Palmares. Já nos últimos meses de gravidez, organizou sua fuga e a de alguns escravos para Palmares. Começa, então, ao lado de Ganga Zumba, seu filho, a organização de um Estado negro que abrangia povoados distintos confederados sob a direção suprema de um chefe. Dois de seus filhos, Ganga Zumba e Gana tornaram-se chefes dos mocambos mais importantes do quilombo. Aqualtune também teve filhas, a mais velha, que se chamava Sabina, deu-lhe um neto, nascido quando Palmares se preparava para mais um ataque holandês. Por isso, os negros cantaram e rezaram muito aos deuses, pedindo que o sobrinho de Ganga Zumba e, portanto, seu herdeiro, crescesse forte. E para sensibilizar os deuses da guerra, deram-lhe o nome de ZUMBI.<br />
Michelle Lavaughn Robinson Obama (Chicago, 17 de janeiro de 1964) é a esposa do 44º presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e a 46ª primeira-dama ianque, sendo a primeira afro-descendente a ocupar o cargo. Durante seus primeiros meses como primeira-dama, ela freqüentemente visitou abrigos de desalojados. Também enviou representantes para escolas e defendeu o serviço público.<br />
Tornou-se uma defensora das prioridades políticas de seu marido.<br />
Damas Negras de ontem e de hoje, mulheres virtuosas e guerreiras.<br />
(*) Reginaldo de Sousa Santos é vereador do PPS e formado em Ciências Contábeis – UFMT</p>
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	</item>
		<item>
		<title>MÚSICA &#8211; &#8216;Meu samba não tem agrotóxico&#8217;</title>
		<link>http://navegadorbrasileiro.wordpress.com/2009/11/22/musica-meu-samba-nao-tem-agrotoxico/</link>
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		<pubDate>Sun, 22 Nov 2009 09:46:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Navegador Brasileiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem-categoria]]></category>
		<category><![CDATA[MÚSICA - 'Meu samba não tem agrotóxico']]></category>

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		<description><![CDATA[[ 21/11/2009 ]
&#8216;Meu samba não tem agrotóxico&#8217;
Monarco da Portela traz hoje a Sorocaba seu samba, de uma época que música de rádio não entrava no terreiro
‘Meu papel é esse: manter acessa a chama do samba feito com o coração
Monarco da Portela traz hoje a Sorocaba seu samba, de uma época que música de rádio não [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=navegadorbrasileiro.wordpress.com&blog=2003017&post=409&subd=navegadorbrasileiro&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>[ 21/11/2009 ]<br />
&#8216;Meu samba não tem agrotóxico&#8217;<br />
Monarco da Portela traz hoje a Sorocaba seu samba, de uma época que música de rádio não entrava no terreiro<br />
‘Meu papel é esse: manter acessa a chama do samba feito com o coração</p>
<p>Monarco da Portela traz hoje a Sorocaba seu samba, de uma época que música de rádio não entrava no terreiro<br />
Para ele, existem dois tipos de samba: o do terreiro e o do asfalto. Por isso acredita que seu papel é defender a música feita no morro, com inspiração, ao contrário dessas que as rádios tocam que classifica como uma coisa meio de laboratório. Monarco da Portela, que cresceu dentro de uma escola de samba, chega aos 76 anos de idade decepcionado com os rumos que o Carnaval acabou tomando com o passar do tempo. Virou uma empresa, as coisas estão assim, então eu fico um pouco afastado, disse durante entrevista ao Mais Cruzeiro. Autor de músicas que foram sucessos nas vozes de Martinho da Vila (Tudo Menos Amor), Paulinho da Viola (Passado de Glória), Zeca Pagodinho (Coração em Desalinho) e Clara Nunes (Rancho da Primavera), o cantor e compositor vem hoje a Sorocaba mostrar seu samba sem agrotóxico. O show está marcado para as 22h no Depois Bar e Arte. Para a ocasião, ele vem acompanhado de Marquinho do Pandeiro. Ainda nesta noite, o público poderá conferir a apresentação do Grupo Bola 7. Gosto de cantar primeiro meus sambas que ficaram conhecidos na voz de outros intérpretes, depois vou fazer o samba da Portela dos meus tempos de menino, porque gosto de manter o samba verdadeiro. Mas vai ser um show de muito samba no pé e muita magia no corpo, garante.<br />
Monarco da Portela é o nome artístico do carioca Hildemar Diniz. Reconhecido como um dos mais renomados sambistas do país, nesses mais de 50 anos de carreira, ele tem muita história pra contar. Conviveu com Cartola, de quem foi discípulo, compôs com Candeia, teve músicas gravadas por grandes nomes da MPB e ainda quando garoto lembra-se de uma época que escovava a mesa de bilhar para um tal de Villa-Lobos jogar. Eu não sabia que ele tinha essa importância toda.<br />
Monarco chegou a trabalhar no mercado de peixe e guardar carro no estacionamento do Jornal do Brasil, nos anos 70. Foi nessa época que uma música sua caiu nas graças de Martinho da Vila, que gravou, e então Monarco passou a ser procurado por outros artistas.<br />
Durante essas cinco décadas, o sambista lançou apenas quatro discos, mas que foram divulgados também na Europa, Japão e Estados Unidos. O CD, A Voz do Samba, lançado pelo selo Kuarup, em 1995, lhe rendeu inclusive um prêmio Sharp de melhor cantor do gênero. Confira a entrevista:<br />
O que acha da retomada, por parte dos jovens, do chamado samba de raiz? Há novos sambistas surgindo? Quem são eles?<br />
Gosto de incentivar a nova geração porque eu também já fui jovem e tive incentivo dos mais antigos. Quero passar aquilo que sei para o jovem, e posso dizer que tem uma garotada que está criando bem. Como exemplo cito o Vanderlei Monteiro, Diogo Nogueira, Moyseis Marques, e tem ainda outros&#8230; Eles estão fazendo aquilo que fiz quando cheguei ainda menino na Portela. Fui criado ouvindo Cartola, Paulo da Portela, e fiquei nessa linha. Nunca pulei pelo lado do modismo. Meu papel é esse: manter acessa a chama do samba feito com o coração, se não tiver o coração, não está legal. Noel Rosa já dizia que quem suportar uma paixão sentirá que o samba então nasce do coração. Tem que ter sentimento, senão o samba não vinga, vence o prazo de validade. Eu gosto daquele que fica eternamente. Nesse show que farei em Sorocaba vou cantar músicas dos anos 1940, coisas antigas, mas que o jovem gosta. Meninas de 13, 14 anos caem dentro do samba. Meu samba não tem agrotóxico, é do coração.<br />
Você classifica o samba em dois tipos, o do terreiro e o do asfalto. Qual é a diferença?<br />
O samba de terreiro é feito pelo sambista do morro e tem uma diferença na lógica, sei lá, o pessoal do asfalto também tem coisas boas, mas é diferente, não sei dizer por que, mas tem uma diferença. O samba do Chico Buarque não é igual ao do Cartola, tem uma diferença na melodia, não sei explicar, mas sei dizer que o samba do morro é mais emocionante. Quando ele chega ao ouvido do povo, parece que fica mais. Sabe, o samba do rádio há muitos anos era proibido de cantar dentro das nossas escolas. Lá, a gente cantava o samba do nosso terreiro, da nossa comunidade. Quando alguém queria cantar um samba do rádio, algum diretor chegava perto e não permitia. Não é preconceito, é um cuidado de manter a nossa cultura. Quando as escolas de samba surgiram, eram marginalizadas, a polícia reprimia, mas depois as pessoas foram vendo que era alegria, que se tratava de uma coisa bonita. A gente chegava para a cidade e todo mundo se acotovelava para ver as escolas passarem. Hoje as escolas proporcionam abertura de emprego, os hotéis ficam superlotados, mas essa repressão aconteceu durante muitos anos. Depois é que vieram os pesquisadores e hoje o samba carioca se tornou patrimônio cultural do Brasil.<br />
Mas o que exatamente faz com que um samba seja considerado autêntico?<br />
Para fazer samba tem de ter inspiração. Mas hoje em dia as pessoas fabricam muito, fica uma coisa meio de laboratório, algo mecânico&#8230; O samba é bom quando flui, quando sai espontaneamente. E o público sente isso. Samba é coisa séria, é por isso que a música do Noel Rosa está aí há 70 e tantos anos&#8230;<br />
E o que você pensa do samba feito pelas escolas? O que mudou em relação a antigamente?<br />
As escolas de samba de hoje estão meio elitizadas. Veio o progresso, é natural, mas algumas coisas têm de ter cuidado, como eu tenho e o Paulinho da Viola também, senão acaba cantando um negócio que não tem a ver com a gente. Estamos lutando. Antigamente a gente não deixava, mas hoje infelizmente tá difícil. Vou ser bem franco. Pouco vou à quadra da escola. Sou Portela, desfilo com a minha escola, adoro, mas o ensaio é muita barulhada, correria, o samba agora é uma correria, um andamento só, a escola tem de desfilar correndo, enfim, virou uma empresa. O que salva são as feijoadas, que trouxeram de volta o samba de terreiro. São cinco, dez mil pessoas dentro da quadra cantando o samba da nossa comunidade. Muitas músicas nossas saíram dali e foram parar nos discos, viraram sucesso nacional. Eu prefiro fazer samba no terreiro.<br />
Como vai ser o próximo carnaval, o que a Portela está preparando para o público?<br />
O tema vai ser tecnologia de agora, internet, essas coisas aí. O enredo é esse. Eu pouco entendo disso. É um samba bonitinho, os carnavalescos querem modernizar, mas eu ainda sou daqueles enredos históricos, sabe, pode dizer que sou desatualizado, mas gosto de falar sobre a história do Brasil, os fatos que aconteceram no país, Tiradentes&#8230; Era até uma aula pro pessoal. Foi assim que as escolas de samba começaram, falando da história do Brasil, mas agora eles embarcaram nessa, e tem também algumas escolas que falam da história do seu Estado, mas só para conseguir ajuda financeira. Outra coisa que sou contra é vender fantasias no dia do desfile para os gringos saírem na escola. São pessoas que não cantam nada, não somam para a escola, por isso eu não apoio essa parte.<br />
São mais de 50 anos dedicados ao samba. Você deve ter vivido muitas histórias durante esse tempo. Conheceu Cartola, Villa-Lobos&#8230; Como foi tudo isso?<br />
É verdade. Cartola eu conheci muito. Aprendi muita coisa com ele e posso dizer que foi um de meus professores. Convivi também com o Silas de Oliveira, o Carlos Cachaça&#8230; Mas o Cartola eu passei horas ouvindo conselhos dele, perguntando coisas a ele, fui um aluno dele. Eu o conheci muito e sinto uma pena que ele morreu, mas o importante é que deixou a obra dele, uma pessoa que pouco freqüentou os bancos escolares. Como disse Candeia, o sambista não precisa ser membro da academia, ao ser natural em sua poesia, ele foi muito feliz nisso. O Cartola chegou a lavar carros para sobreviver, foi redescoberto em Ipanema pelo Sérgio Porto, o Stanislaw Ponte Preta. Cartola tinha sumido e as pessoas pensavam que ele tinha morrido. Mas aí arranjaram emprego pra ele pelo valor que ele tinha, depois ele começou a gravar muito e conseguiu viver da sua música. Foi uma coisa lindíssima o que ele fez. Cartola lançou o primeiro disco aos 64 anos de idade e hoje em dia tem garoto com 18 anos já gravando! Convivi com esse baluarte todo, mas o momento mais emocionante foi quando eu ouvia esse pessoal na rádio e sonhava em fazer parte da Portela. Um dia cheguei lá, e cantei meu primeiro samba, em 1952. Chamaram o presidente da escola para me ouvir&#8230; Desse dia eu não esqueço. Eu de longe olhando eles cantarem e sonhando em fazer um samba para minha Portela e depois me tornei parceiro deles.<br />
E sobre Villa-Lobos? É verdade que você limpava a mesa de bilhar para ele jogar?<br />
Conheci Villa-Lobos quando eu era office-boy na Associação Brasileira de Imprensa, a ABI. Ele ia jogar bilhar lá. Isso foi em 1947, 48&#8230; Ele chegava às 17h, eu ia buscar charuto pra ele, escovava a mesa pra ele jogar bilhar, mas eu não sabia que ele tinha essa importância toda. Eu era garoto e ficava sentado, o vendo ele jogar. O tempo foi passando e eu fiquei sabendo que ele era um monstro da música, que era consagrado, e então um dia eu cantei para o Nássara e ele chamou Villa-Lobos para escutar. Ele perguntou pra mim de onde eu era e falei que era da Portela. Eles ficaram boquiabertos. Mais tarde fui saber que ele gostava muito do Cartola.</p>
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		<title>Uma história épica: Irmãs negras</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 08:59:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Navegador Brasileiro</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Uma história épica: Irmãs negras]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma história épica: Irmãs negras
A Casa Grande e a Senzala não foram apenas construções sociais e físicas, dividindo por um lado os brancos, donos do poder e por outro, os negros, feitos escravos.
Com a abolição da escravatura exteriormente desapareceram. Mas continuam presentes na mentalidade dos brancos e das elites brasileiras.
As hierarquizações, as desigualdades sociais e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=navegadorbrasileiro.wordpress.com&blog=2003017&post=408&subd=navegadorbrasileiro&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Uma história épica: Irmãs negras</p>
<p>A Casa Grande e a Senzala não foram apenas construções sociais e físicas, dividindo por um lado os brancos, donos do poder e por outro, os negros, feitos escravos.<br />
Com a abolição da escravatura exteriormente desapareceram. Mas continuam presentes na mentalidade dos brancos e das elites brasileiras.<br />
As hierarquizações, as desigualdades sociais e os preconceitos têm nesta estrutura dualista sua origem e permanente realimentação.<br />
A vida religiosa que se insere neste caldo cultural reproduziu em suas relações internas o mesmo dualismo e as mesmas discriminações.<br />
Durante todo o tempo da Colônia os que possuíam “sangue sujo”, quer dizer, os que eram negros, indígenas ou mestiços, não podiam ser padres nem religiosos.<br />
Além de puro racismo, típico da época, argumentava-se que eles jamais conseguiriam viver a castidade.<br />
Esta discriminação foi internalizada nestas populações desumanizadas a ponto de sequer pensarem em ser padres, religiosos ou religiosas.<br />
As conseqüências perduram até os dias de hoje: a crônica falta de clero autóctone no Brasil.<br />
Pelo número de católicos, deveríamos ter pelo menos cem mil padres. Possuímos apenas 17 mil e muitos são ainda são estrangeiros.<br />
Mesmo com a revitalização da Igreja brasileira através do processo de romanização inaugurada no final do século XIX com a vinda de congregações religiosas européias, as pessoas negras ou mestiças continuaram sistematicamente excluídas.<br />
Mas houve uma ruptura inauguradora.<br />
Em 1928 a Congregação das Missionárias de Jesus Crucificado, fundação genuinamente brasileira, de uma leiga piedosa Maria Villac, apoiada pelo bispo Dom Campos Barreto de Campinas, foi a primeira a abrir a porta de seus conventos a mulheres negras.<br />
Mesmo assim, não escapou da influência da Casa Grande e da Senzala mental: houve a divisão clara entre as oblatas, irmãs negras ou de pouca instrução e as coristas, brancas e com instrução.<br />
Até o hábito era diferente, azul e branco para as coristas e preto para a oblatas.<br />
A missão destas que constituíam quase a metade da Congregação, era de servir às coristas, acompanhar seus trabalhos e assumir todas as tarefas domésticas de um convento, desde cozinhar, lavar a roupa até manter a horta e cuidar da criação de animais.<br />
Por quarenta anos foi assim, até que se abriu a janela do aggiornamento do Concílio Vaticano II (1962-1965). Aboliram-se as divisões de tarefas, umas nos trabalhos manuais e outras na vida apostólica.<br />
Como comentou Dom Odilon, bispo de Santos: ”acabou-se a escravidão na Congregação”.<br />
Esta história foi recentemente pesquisada e escrita pelas próprias religiosas negras sob a orientação segura do historiador PE. José Oscar Beozzo com o título: ”Tecendo memórias, gestando o futuro: história das Irmãs Negras e Indígenas das Missionárias de Jesus Crucificado”(Paulinas 2009).<br />
Qual é a originalidade deste livro? É mostrar o lento despertar da consciência das irmãs negras, de sua identidade étnica, de seus valores específicos e de sua espiritualidade singular, feito de histórias de vida narradas por irmãs negras, histórias de chorar, tal o nível de discriminação e de humilhação.<br />
Mas o que transparece não é amargura ou espírito de revanche.<br />
Ao contrário, é o de resgate da memória de tudo o que se aprendeu nessa penosa caminhada e do lançamento das bases para um futuro mais igualitário e respeitador das diferenças.<br />
Elas mostram que a identidade negra não precisa ser trágica, mas foi e pode ser épica: feita de uma sábia resistência e de um desabrochar lento, mas seguro de seu próprio caminho de libertação.<br />
As religiosas negras emergem como verdadeiras heroínas e muitas delas com sinais inequívocos de santidade. Assim se supera uma visão miserabilista dos negros e negras e se realça sua inventividade, sua capacidade de ter alegria interior que se revela no riso e na festa, na música e na dança.<br />
Esse livro vem preencher uma lacuna na historiografia negra na ótica da vida religiosa. Ele suscita admiração mais que compaixão, vontade de conquista mais do que resignação. Sua leitura nos edifica e nos faz humanamente mais solidários.</p>
<p>Leonardo Boff é teólogo</p>
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		<title>Museu Afro Brasil revela outro lado da história do país</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 08:13:57 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[[ 20/11/2009]
Museu Afro Brasil revela outro lado da história do país
Fica difícil descrever com palavras a sensação de conhecer mais de perto sobre um lado da história do Brasil que durante anos foi reprimido. Esta semana, em homenagem ao Dia da Consciência Negra, comemorado hoje, a reportagem fez uma visita ao Museu Afro Brasil, em [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=navegadorbrasileiro.wordpress.com&blog=2003017&post=406&subd=navegadorbrasileiro&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>[ 20/11/2009]<br />
Museu Afro Brasil revela outro lado da história do país<br />
Fica difícil descrever com palavras a sensação de conhecer mais de perto sobre um lado da história do Brasil que durante anos foi reprimido. Esta semana, em homenagem ao Dia da Consciência Negra, comemorado hoje, a reportagem fez uma visita ao Museu Afro Brasil, em São Paulo, local que guarda um importante acervo sobre a cultura afro-brasileira. O espaço dedica três andares para retratar o universo do povo negro e mostrar de que forma ele contribuiu para a formação da sociedade brasileira. No local, é possível ter acesso a uma história que não está nos livros didáticos.<br />
As exposições permanentes e as temporárias mostram sobre os costumes, a arte, a religiosidade e as personalidades que atuaram nas mais diversas áreas como Machado de Assis, na Literatura; Grande Otelo, no teatro, televisão e cinema; Paulinho da Viola, na música; Pelé, nos Esportes; e Zumbi dos Palmares, na luta pela liberdade. O museu ainda conta com um auditório, para palestras e apresentações, e a Biblioteca Carolina Maria de Jesus, com mais de seis mil títulos. Visitas monitoradas por educadores garantem o caráter didático do espaço. Trata-se de um centro de informações sobre a cultura afro-brasileira. Importante referência para quem deseja saber mais sobre sua própria identidade, afinal, somos todos negros. Se não no sangue, assumidamente na cultura.<br />
Instalações, pinturas, esculturas, salas multimídia, fotografias e objetos representativos da cultura popular fazem parte das exposições. As mostras contam com vídeos que retratam as práticas representadas pelos mais variados objetos. Na sala dedicada aos orixás, por exemplo, há vídeos que registram pessoas praticando o candomblé, e assim por diante.<br />
Para marcar o Mês da Consciência Negra, o espaço está com exposições temporárias, entre elas “Eu Tenho Um Sonho &#8211; De King a Obama, a Saga Negra do Norte”, com fotografias, objetos e documentos que partem da trajetória de Martin Luther King, líder que buscava o respeito aos direitos dos negros e o fim da discriminação racial nos Estados Unidos, até a eleição de Barack Obama.<br />
A abertura da mostra será hoje, com visitas até o dia 25 de janeiro. Ainda nesta sexta-feira, o público que comparecer ao museu poderá prestigiar a apresentação de Negro Fujão e Cãos de Jacobina, grupos musicais de tradição popular da Bahia, a partir das 17h. Mais tarde, às 19h, haverá o lançamento do livro “Texto de Negros e Sobre Negros”, organizado por Emanoel Araújo, curador do museu. Na ocasião, também tem início a exposição e lançamento do livro “110 Telas, 60 Dias e Um Diário de Viagem &#8211; Amazonas 1975”, de José Cláudio da Silva. A mostra fica no local até o dia 20 de janeiro.<br />
Na segunda-feira, às 18h30, tem a abertura do seminário “Inclusão e Exclusão do Negro nos EUA e no Brasil &#8211; Uma Perspectiva Comparada”, que será realizado até a quarta-feira, dia 25. Enfim, o Museu está com uma programação bem completa. Vale à pena conferir. Seguem algumas fotos para que você possa conhecer um pouco do acervo.<br />
SERVIÇO:<br />
O Museu Afro Brasil fica na Rua Pedro Álvares Cabral, s/nº, Pavilhão Manoel da Nóbrega, no interior do Parque do Ibirapuera – São Paulo. Entrada pelo portão 10. Aberto de terça-feira a domingo, das 10h às 17h. As visitas com educadores podem ser agendadas pelo telefone 55 (11) 5579-0593, ramal 113, ou pelo e-mail agendamento@museuafrobrasil.com.br. Entrada gratuita. Mais informações: 55 (11) 5579-8542 &#8211; 5579-7716 ou pelo site www.museuafrobrasil.com.br.</p>
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		<title>Senado celebra 120 anos da República</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 08:04:45 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Proclamação da República 12/11/2009 &#8211; 18h07 Senado celebra 120 anos da República O Senado prestou homenagem, nesta quinta-feira (12), aos 120 anos da Proclamação da República, ocorrida em 15 de novembro de 1889. A comemoração foi requerida pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF). A sessão foi aberta pela 2ª vice-presidente do Senado, Serys Slhessarenko (PT-MT). Além [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=navegadorbrasileiro.wordpress.com&blog=2003017&post=404&subd=navegadorbrasileiro&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Proclamação da República 12/11/2009 &#8211; 18h07 Senado celebra 120 anos da República O Senado prestou homenagem, nesta quinta-feira (12), aos 120 anos da Proclamação da República, ocorrida em 15 de novembro de 1889. A comemoração foi requerida pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF). A sessão foi aberta pela 2ª vice-presidente do Senado, Serys Slhessarenko (PT-MT). Além deles, discursaram também os senadores Marco Maciel (DEM-PE) e Mão Santa (PSC-PI). Os parlamentares centraram seus discursos na avaliação do atual estágio da democracia brasileira. No livro &#8220;História do Brasil&#8221;, Boris Fausto afirma que contatos entre alguns líderes republicanos paulistas e gaúchos e os militares, com o objetivo de derrubar a Monarquia, vinham acontecendo esporadicamente desde 1887. No dia 11 de novembro de 1889 &#8211; quatro dias antes, portanto, da Proclamação da República -, Rui Barbosa, Benjamin Constant, Aristides Lobo e Quintino Bocaiúva, entre outros, reuniram-se com o marechal Deodoro da Fonseca, tratando de convencê-lo a liderar um movimento contra o regime. Na avaliação do historiador, a participação de Deodoro era importante &#8220;como figura conservadora e de prestígio no Exército&#8221;. Boris Fausto registra que o marechal resistia, entretanto, pela amizade que mantinha com o imperador D. Pedro II e ainda porque, por entender que o problema era de ordem estritamente militar, não lhe agradava que paisanos estivessem na conspiração. Boatos espalhados por jovens militares, falando da prisão de Deodoro, da redução dos efetivos ou mesmo da extinção do Exército, de acordo com o historiador, levaram Deodoro a decidir-se pelo menos a derrubar o Visconde de Ouro Preto, um liberal convidado em junho de 1889 pelo imperador para formar novo gabinete. O dia da proclamação é assim descrito por Boris Fausto: &#8220;Nas primeiras horas da manhã de 15 de novembro de 1889, Deodoro assumiu o comando da tropa e marchou para o Ministério da Guerra, onde se encontravam os líderes monarquistas. Seguiu-se um episódio confuso, para o qual existem versões diversas, não se sabendo ao certo se naquele dia Deodoro proclamou a República ou apenas considerou derrubado o ministério. Seja como for, no dia seguinte a queda da Monarquia estava consumada. Alguns dias mais tarde, a família real partia para o exílio&#8221;. Boris Fausto relaciona alguns fatores para explicar o fim do regime monárquico, observando, entretanto, que eles não têm o mesmo peso. Afirma que duas forças devem ser ressaltadas em primeiro lugar &#8211; o Exército e um setor expressivo da burguesia cafeeira de São Paulo, organizado politicamente no Partido Republicano Paulista (PRP) &#8211; e cita um fator humano: a doença do imperador. O diabetes teria tirado do centro das disputas um importante elemento estabilizador, segundo o estudioso. A ausência de Dom Pedro II, detentor do prestígio pessoal e daquele derivado do trono e que servia de amortecedor das queixas militares, colocou os oficiais do Exército em confronto direto com a elite imperial. Outro ponto é levantado pelo historiador: não havia uma perspectiva animadora para um terceiro Reinado. Com a morte de Dom Pedro, subiria ao trono a Princesa Isabel, cujo marido &#8211; o Conde d&#8217;Eu &#8211; era francês &#8220;e, no mínimo, uma personalidade muito discutível&#8221;. Porre ou maxixe O historiador José Murilo de Carvalho, no livro &#8220;Os Bestializados &#8211; o Rio de Janeiro e a República que não foi&#8221;, trata, no capítulo &#8220;O Rio de Janeiro e a República&#8221;, &#8220;da movimentação que se deu no mundo das ideias e das mentalidades&#8221;. Depois de assinalar que a República não produziu correntes ideológicas próprias ou novas visões estéticas, o autor diz que &#8220;houve um abrir de janelas, por onde circularam mais livremente ideias que antes se continham no recatado mundo imperial&#8221;. E prossegue: &#8220;Criou-se um ambiente que Evaristo de Moraes chamou com felicidade de porre ideológico, e que poderíamos também chamar, sob a inspiração de Sérgio Porto, de maxixe do republicano doido. Nesse porre, ou nesse maxixe, misturavam-se, sem muita preocupação lógica ou substantiva, várias vertentes do pensamento europeu&#8221;. O estudioso cita o liberalismo e o positivismo, vertentes já incorporadas durante o Império, o socialismo, vertente que foi impulsionada, e o anarquismo, que foi importada. No mesmo capítulo, José Murilo de Carvalho aborda também a questão do impacto da proclamação do novo regime em termos de mentalidades. Afirma que, entre as elites, houve a sensação geral de libertação, que atingiu não só o nível das ideias, mas também o dos sentimentos e das atitudes. Para o autor, parece seguro dizer que &#8220;a saída da figura austera e patriarcal do velho imperador, que imprimia forte marca em toda a elite política e mesmo em setores mais amplos da população, significou a emancipação dos que seriam simbolicamente seus filhos&#8221;. O historiador diz que a mudança parece ter sido importante, sobretudo, no que se refere a padrões de moral e de honestidade: &#8220;Poderíamos dizer que se deu uma vitória do espírito do capitalismo desacompanhado da ética protestante&#8221;. Acrescenta que a quebra de valores antigos foi também acelerada no campo da moral e dos costumes. José Murilo de Carvalho conclui que &#8220;nossa República, passado o momento inicial de esperança de expansão democrática, consolidou-se sobre um mínimo de participação eleitoral, sobre a exclusão do envolvimento popular no governo&#8221;. Consolidou-se ainda, segundo o estudioso, &#8220;sobre a vitória da ideologia liberal pré-democrática, darwinista, reforçadora do poder oligárquico&#8221;. Para José Murilo de Carvalho, as propostas alternativas de organização do poder, a do republicanismo radical, a do socialismo e mesmo a do positivismo, derrotadas, &#8220;foram postas de lado&#8221;. Da Redação / Agência Senado</p>
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		<title>Fique por dentro das atividades do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 23:32:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Navegador Brasileiro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Fique por dentro das atividades do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro
09/11/2009
Fundado em 21 de outubro de 1838, com o patronato de D. Pedro II, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) surgiu da aspiração de uma entidade que refletisse a nação brasileira, que há pouco havia conquistado a sua independência.
Considerada a mais antiga e tradicional [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=navegadorbrasileiro.wordpress.com&blog=2003017&post=402&subd=navegadorbrasileiro&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Fique por dentro das atividades do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro<br />
09/11/2009<br />
Fundado em 21 de outubro de 1838, com o patronato de D. Pedro II, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) surgiu da aspiração de uma entidade que refletisse a nação brasileira, que há pouco havia conquistado a sua independência.</p>
<p>Considerada a mais antiga e tradicional instituição de fomento da pesquisa e preservação histórico-geográfica, cultural e de ciências sociais do Brasil, o Instituto reúne um significativo acervo bibliográfico, hemerográfico, arquivístico, iconográfico, cartográfico e museológico.</p>
<p>Com milhares de peças, entre livros e folhetos nacionais e estrangeiros, a biblioteca recebeu valiosas doações, especialmente do imperador D. Pedro II, como Os Lusíadas, parte da coleção Thereza Christina.</p>
<p>A hemeroteca teve início com o primeiro número da Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, que vem sendo publicada ininterruptamente desde a sua criação, em 1839. Dos periódicos, destacam-se os ilustrados do século XIX: Semana Ilustrada, com desenhos de Henrique Fleiuss; Revista Ilustrada e Don Quixote, ambos de Ângelo Agostini.</p>
<p>Em seus arquivos, o IHGB possui numerosos autógrafos de D. Pedro II, em seus exercícios de caligrafia, rascunhos de poesias e esboços de desenhos feitos durante as reuniões do Instituto. Nesse conjunto de documentos oficiais e particulares, encontra-se o curioso processo judicial contra as formigas, aberto pelos frades do Convento Santo Antônio, no Maranhão, no início do século XVIII. Os religiosos se sentiam prejudicados pela ação das formigas e as processaram por furtar a farinha da despensa e por abrirem trilhas subterrâneas que ameaçavam a segurança do edifício. Além, é claro, de numerosa documentação que embasa a História do Brasil.</p>
<p>Pela excelência e raridade do seu acervo, o IHGB é uma significativa fonte de pesquisa para aqueles que se dedicam ao estudo da cultura e história do Brasil. O Instituto realiza conferências, exposições, cursos e congressos. O seu patrimônio documental está à disposição do público durante todo o ano, de 2ª a 6ª feira, das 9h30 às 17h.</p>
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		<title>Morre aos 100 anos o antropólogo francês Claude Lévi-Strauss</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 21:16:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Navegador Brasileiro</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Morre aos 100 anos o antropólogo francês Claude Lévi-Strauss]]></category>

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		<description><![CDATA[03.11.2009
Morre aos 100 anos o antropólogo francês Claude Lévi-Strauss
Claude Lévi-Strauss em 1967
Um dos intelectuais mais importantes do século 20, o pensador se tornou famoso com o livro &#8220;Tristes Trópicos&#8221;, no qual apresenta um minucioso estudo do comportamento social dos indígenas brasileiros.
O antropólogo francês Claude Lévi-Strauss faleceu na noite de sábado (31/10) para domingo, aos 100 [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=navegadorbrasileiro.wordpress.com&blog=2003017&post=400&subd=navegadorbrasileiro&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>03.11.2009<br />
Morre aos 100 anos o antropólogo francês Claude Lévi-Strauss</p>
<p>Claude Lévi-Strauss em 1967<br />
Um dos intelectuais mais importantes do século 20, o pensador se tornou famoso com o livro &#8220;Tristes Trópicos&#8221;, no qual apresenta um minucioso estudo do comportamento social dos indígenas brasileiros.</p>
<p>O antropólogo francês Claude Lévi-Strauss faleceu na noite de sábado (31/10) para domingo, aos 100 anos de idade, segundo informação divulgada nesta terça-feira pela Académie Française.<br />
Um dos intelectuais mais importantes do século 20, Lévi-Strauss lançou as bases da antropologia moderna e é o fundador da corrente estruturalista das ciências sociais. Sua obra influenciou de forma decisiva não apenas a sociologia, mas também a filosofia, a história e a teoria da literatura.<br />
Ele incorporou aos seus trabalhos antropológicos a teoria estrutural do linguista russo Roman Jakobson, criando a antropologia estrutural. A tese de que os seres humanos estão submetidos a sistemas estruturais inconscientes atravessa como um fio condutor toda a sua obra.<br />
Nascido em Bruxelas em 28 de novembro de 1908, filho de judeus franceses, Lévi-Strauss fez seus estudos secundários em Paris. Na Sorbonne, estudou Direito e Filosofia, disciplina que lecionaria no ensino secundário.<br />
Sua autobiografia intelectual, Tristes Trópicos, publicada em 1955, é frequentemente apontada como um dos grandes livros do século 20. A obra relata experiências vividas por Lévi-Strauss na Amazônia e foi publicada após a passagem do antropólogo pelo Brasil, onde viveu durante três anos.<br />
Nomeado professor de sociologia na recém-fundada Universidade de São Paulo (USP), Lévi-Strauss partiu para o Brasil em 1935, onde realizou missões etnográficas no Mato Grosso e no Amazonas. O resultado é Tristes Trópicos, um minucioso estudo do comportamento social dos indígenas brasileiros.<br />
De volta a Paris no início da Segunda Guerra Mundial, foi enviado ao campo de combate em 1939. Com a invasão nazista, Lévi-Strauss, que era judeu, deixou a França e foi lecionar nos Estados Unidos. Em Nova York, travou contato com Jakobson.<br />
Com o final da Segunda Guerra, retornou à França. Em 1959, foi nomeado professor de antropologia social no College de France, onde lecionou até 1982, quando se aposentou. Em 1973, tornou-se o primeiro etnólogo a ingressar na Académie Française.<br />
AS/afp/rtr/lusa/dpa</p>
<p>Alemanha lembra centenário de Lévi-Strauss</p>
<p>Autor de &#8216;Tristes Trópicos&#8217; faz 100 anos<br />
Lévi-Strauss é lembrado na Alemanha por ocasião de seu centenário. Sua obra, para a mídia do país, mantém mais do que nunca sua atualidade.</p>
<p>O etnólogo e antropólogo Claude Lévi-Strauss disputa com poucos outros nomes o título de &#8220;intelectual do século&#8221;. No dia de seu centenário (28/11/2008), sua obra é lembrada literalmente nos quatro cantos do planeta. Recluso desde o último ano, quando completou 99 anos, o pai do estruturalismo confessou há poucos meses, em conversa com o antropólogo Constantin von Barloewen, &#8220;estar convencido de que a vida não tem sentido, de que nada faz qualquer sentido&#8221;.<br />
Em entrevista para o documentário Claude Lévi-Strauss – Auto-retrato do Etnólogo, dirigido por Pierre-André Boutang, Lévi-Strauss afirma ter &#8220;sempre tido grandes dificuldades de ver a si mesmo como indivíduo, como um eu, dono de uma história própria e de uma identidade a serem reveladas&#8221;.<br />
Indícios de que para o antropólogo que um dia chamou a Baía de Guanabara de &#8220;boca banguela&#8221; – em citação imortalizada por Caetano Veloso no álbum Estrangeiro – vida e obra se misturam a ponto de não serem mais discerníveis.<br />
Legado interdisciplinar<br />
A herança deixada por Lévi-Strauss (homem e obra), pelo menos aos olhos da mídia alemã, não perdeu, desde suas primeiras publicações, em nada sua atualidade. Com documentário veiculado pelo canal franco-alemão de televisão Arte e registros em todos os grandes jornais do país, o antropólogo é lembrado acima de tudo por ter despertado o Ocidente (ou pelo menos parte dele) da arrogância em relação ao que se convencionou chamar de &#8220;povos primitivos&#8221;.<br />
Para o diário Frankfurter Rundschau, por exemplo, &#8220;Lévi-Strauss soube, como poucos, construir uma obra que ecoou fora das fronteiras disciplinares de sua área de conhecimento. O que é tão mais surpreendente quando se pensa que ele conseguiu isso sem fazer concessões evidentes às necessidades de leitura do grande público. Seus textos são densos, complexos, e, do ponto de vista da linguagem, estilizados de tal forma que não permitem qualquer tentativa de uma leitura furtiva. Mesmo assim, Lévi-Strauss atingiu com precisão o nervo do tempo. E conseguiu conferir a toda uma época seu carimbo estruturalista&#8221;.<br />
Conteúdo no lugar de ismos vazios<br />
Para outras publicações alemãs, as teorias de Lévi-Strauss são hoje retomadas com fôlego, após o declínio da série de ismos das duas últimas duas décadas. Ismos esses que acabaram fracassando no diagnóstico da contemporaneidade.<br />
Para o diário Süddeutsche Zeitung, por exemplo, &#8220;as sínteses racionais e cheias de fantasia de Lévi-Strauss entram de novo na moda&#8221;. Uma &#8220;moda&#8221; bem-vinda, acredita o jornal, &#8220;pois essas sínteses entre fisiologia cerebral, geografia e ciências humanas deram provas de sua perenidade&#8221;. Hoje, num momento em que as ciências humanas &#8220;parecem se voltar de novo para a totalidade – numa Europa vista como problematicamente multicultural, com Estados endividados e prejudicada pela globalização&#8221;, a vastidão do olhar antropológico, que carrega inegavelmente a herança de Lévi-Strauss, serve de &#8220;reserva e potencial para o futuro&#8221;, conclui o jornal.<br />
Já para a escritora Anita Albus, em artigo publicado pelo diário Die Welt, Lévi-Strauss tem que ser lembrado como &#8220;a testemunha incorrompível&#8221; de nosso tempo, capaz de apontar sempre que necessário para &#8220;a atrofia dos sentidos&#8221; e para &#8220;a expropriação cultural&#8221; de nossa civilização.<br />
Teses controversas<br />
Lembrado como &#8220;o último gigante do pensamento francês&#8221; (Nouvel Observateur) e &#8220;pensador do século&#8221; (Magazine Littéraire), Lévi-Strauss tem sua obra reeditada em 2.100 páginas pela renomada Bibliothèque de la Pléiade por ocasião de seu centenário. &#8220;No mais tardar com essa publicação, que coloca Lévi-Strauss numa série de autores como Proust, Shakespeare ou Goethe, fica claro qual é o valor dado a sua obra na França&#8221;, comenta o diário berlinense Der Tagesspiegel.<br />
Uma obra que obviamente não escapou nas últimas décadas de incontáveis críticas, lembra o também berlinense taz: &#8220;A bricolage, vocábulo francês para trabalhos manuais que combinam diversos materiais, é um dos conceitos centrais na obra de Lévi-Strauss. Muitas de suas teses são hoje controversas. Principalmente no que diz respeito a seu radical relativismo cultural, questiona-se até que ponto uma responsabilidade moral não deveria nos ater a manter uma posição neutra em relação a vários rituais e costumes. Mas não esqueçamos: criticar é fácil, ser um bricoleur, por outro lado, é difícil&#8221;.<br />
Civilização? Que civilização?<br />
Last but not least, o semanário Die Zeit estampa Lévi-Strauss como o autor que com maior lucidez descreveu o poder de destruição da civilização ocidental. Alguém que, além de maior antropólogo e etnólogo do século 20, fez uma &#8220;descoberta&#8221; de absoluta relevância até os dias de hoje: &#8220;Em suas viagens de pesquisa, Lévi-Strauss encontrou uma estirpe que lhe pareceu suscetível e perigosa. Ela destruía a natureza, devastava enormes superfícies de terra, idolatrava amaneiradas divindades falsas, massacrava seus semelhantes e era conhecida por suas terríveis carnificinas. Nesse meio-tempo, essa estirpe exótica derrotou todas as outras e domina o mundo. Seu nome é civilização</p>
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		<title>DOCUMENTÁRIO &#8211; Documentário em Nova Iorque mostra repressão da era Getúlio Vargas</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 17:49:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Navegador Brasileiro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[DOCUMENTÁRIO &#8211; Documentário em Nova Iorque mostra repressão da era Getúlio Vargas
Documentário em Nova Iorque mostra repressão da era Getúlio Vargas
10/28/2009 08h22min: 48 AM 
Produzido pela Contraponto, “Sem Palavras” mostra a proibição do idioma alemão no Brasil, na década de 40.
No dia 29 de outubro, às 7pm, na Brazilian Endowment for the Arts (BEA), em [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=navegadorbrasileiro.wordpress.com&blog=2003017&post=398&subd=navegadorbrasileiro&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>DOCUMENTÁRIO &#8211; Documentário em Nova Iorque mostra repressão da era Getúlio Vargas</p>
<h1 style="background:#fefefe;margin:0;"><span style="color:#010101;"><span style="font-size:x-large;"><span style="font-family:Arial;">Documentário em Nova Iorque mostra repressão da era Getúlio Vargas</span></span></span></h1>
<p class="MsoNormal" style="background:#fefefe;margin:0;"><strong><em><span style="font-size:16pt;color:#010101;font-family:Verdana;">10/28/2009 08h22min: 48 AM</span></em></strong><strong><span style="font-size:16pt;color:#010101;font-family:Verdana;"> </span></strong></p>
<h2 style="background:#fefefe;margin:0;"><strong><span style="font-size:16pt;color:#555555;"><span style="font-family:Arial;">Produzido pela Contraponto, “Sem Palavras” mostra a proibição do idioma alemão no Brasil, na década de 40.</span></span></strong></h2>
<p class="noticia-texto" style="background:#fefefe;margin:0;"><strong><span style="font-size:16pt;color:#010101;font-family:Verdana;">No dia 29 de outubro, às 7pm, na Brazilian Endowment for the Arts (BEA), em Nova Iorque será exibido o documentário “Sem Palavras”, da catarinense Kátia Klock. O filme retrata os efeitos da Campanha de Nacionalização de Getúlio Vargas, quando o idioma alemão foi proibido de ser falado no Brasil.</p>
<p>Realizado pela produtora Contraponto, de Florianópolis (SC), o filme mostra as perseguições sofridas pelos alemães e descendentes de alemães, na década de 40 no sul do país. Junto com o idioma alemão também foram proibidos o italiano e o japonês. Toda esta discriminação foi em função da entrada do Brasil na Segundo Guerra Mundial contra os países do Eixo, no ano de 1942.</p>
<p>Segundo a diretora do filme, Kátia Klock, foram 8 anos de intensa pesquisa para realizar o projeto. A edição e gravação levaram 8 meses. A tia avó de Kátia, que saiu de Santa Catarina e rumou a São Paulo, é quem deu a idéia. “O documentário é um recorte forte da história do Brasil”, disse Kátia.</p>
<p>O minucioso trabalho reuniu fotografias e arquivos sonoros, junto com a reconstrução do clima da época com cenas dramatizadas. Descendentes de famílias alemãs de Blumenau, e que não são atores, fizeram as encenações. O rigor era tanto naquela época que os 12 presídios políticos no país eram chamados de ‘campos de concentração’, para onde eram levados os alemães e descendentes considerados suspeitos sob os olhos dos generais brasileiros. “A perseguição marcou muitas famílias”.</p>
<p>O criterioso trabalho da Contraponto valeu a pena. O governo do estado de Santa Catarina concedeu à produtora o Prêmio Cinemateca Catarinense para produzir o documentário. O lançamento em Santa Catarina e São Paulo ocorreu este ano, quando os estados comemoram 160 anos da imigração alemã. Ainda em Santa Catarina, o filme foi exibido em ambientes acadêmicos, pela Rede Brasil Sul de Comunicações (RBS), importante emissora de televisão e pela TV Educativa do Rio Grande do Sul.</p>
<p><span>Repercussão positiva</span><br />
Para Kátia, a exibição em Nova Iorque é uma ótima oportunidade para que os brasileiros que estão fora do Brasil conheçam esta parte de nossa história. A cineasta destacou ainda que famílias de alemães, italianos e japoneses que migraram para o Brasil tem muito interesse.</p>
<p>A repercussão entre comunidades virtuais do mundo inteiro foi muito grande. Segundo Kátia, uma pessoa que migrou para o Rio Grande do Sul na época da guerra, e que atualmente mora no Arizona, relatou que teve a casa incendiada durante a era Getúlio Vargas.</p>
<p>A fim de dar mais divulgação ao filme, Kátia pretende distribuir 1.000 cópias gratuitamente para bibliotecas e centros culturais. O filme terá legendas em alemão, inglês e espanhol.</p>
<p>A exibição de “Sem Palavras” na BEA é gratuita. Doações são bem-vindas. Devido ao número limitado de lugares é recomendado fazer reservas através do telefone (212) 371-1556 ou do e-mail <a href="mailto:bibliobrnyc@gmail.com"><span style="color:#2e3192;">bibliobrnyc@gmail.com</span></a>. O endereço da BEA é 240 East 52nd Street (entre a 2ª e a 3ª Avenidas).</span></strong></p>
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		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 17:47:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Navegador Brasileiro</dc:creator>
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