463 anos da cidade de Santos


Professora da UFS lança livro internacional
O lançamento foi feito em parceria com a Universidade da Carolina do Norte – EUA
22/10/2009 – 18:05
O livro ‘Vovó Nagô, Papai Branco: Usos e Abusos da África no Brasil’, da professora de Antropologia da UFS, Beatriz Góis, foi lançado em setembro de 2009 nos Estados Unidos em língua inglesa sob o título ‘Nagô Grandma and White Papa’.O lançamento foi feito em parceria com a Universidade da Carolina do Norte – EUA, foi traduzido por Stephen Berg e já recebeu comentários de pesquisadores internacionais.
O professor de História do Brasil na Universidade Estadual de Campinas, Robert Slenes, afirma que “o livro permanece surpreendentemente relevante para os debates teóricos correntes sobre essas questões bem como para a área de estudos sobre a diáspora africana”.
Já Mark Healey, professor de História na Universidade da Califórnia em Berkeley destaca: “A profundidade, a preocupação e a sofisticação da pesquisa e da análise dela (Beatriz Dantas), fizeram desse livro um modelo para a geração acadêmica brasileira. A tradução para o inglês traz para esse trabalho criativo o amplo público que ele merece”.
A obra, que inicialmente foi tese de mestrado da professora e já foi citada na bibliografia de vários cursos de graduação e pós-graduação, retrata as religiões afro-brasileiras no estado de Sergipe de uma forma inovadora, tendo como objeto de estudo um terreiro de Laranjeiras e traz um conceito moderno da pureza das religiões.
A autora do livro diz que sua obra em língua inglesa é importante porque “amplia o horizonte de discussão sobre esse tema” e acrescenta que, em português, o conhecimento ficaria muito restrito. Além disso, ressalta que sua obra influencia na divulgação da UFS no mundo através de sua produção científica.
Fonte: Ascom UFS

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Ensinando aos Pequenos: de zero a três anos
Alessandra Arce e Ligia M. Martins (orgs.)
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Editora Alínea | ISBN 978-85-7516-357-3
1ª edição – setembro/2009
210 pag. | 140 x 210 mm
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sinopse :..
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A criança pequenina encanta e, ao mesmo tempo, a responsabilidade de educá-la a muitos assusta. É possível falar em ensino para crianças menores de três anos? A criança produz, ou não, cultura? Pode-se dar aulas para bebês? Como se desenvolve a criança pequena? Podemos interferir em seu desenvolvimento? Quem trabalha no berçário, maternal e nas creches é professor ou educador? Estas e outras questões são objeto de análises e discussões nesta obra que pretende colocar o ensino como eixo do trabalho com os pequeninos. Para tanto, os autores aqui reunidos produziram textos que servem como auxiliares no pensar e fazer cotidiano das creches e salas de educação infantil, objetivando a formação integral da criança de 6 meses a 3 anos de idade.
“Língua de criança é a imagem da língua primitiva,
Na criança fala o índio,
a árvore o vento.
Na criança fala o passarinho.
O riacho por cima das pedras soletra os meninos.
Na criança os musgos desfalam, desfazem-se.
Os nomes são desnomes.
Os sapos andam na rua de chapéu.
Os homens vestem-se de folhas de mato.
A língua das crianças conta a infância em tatibitati e gestos.”
(Manoel de Barros in “Poeminhas Pescados”, Record, 2001)

Boa Vista é porta de entrada para a Amazônia

Localizada à margem direita do Rio Branco, Boa Vista pode ser considerada a porta de entrada natural para a Amazônia e para a região onde se situam algumas das montanhas mais altas do país, como o Monte Roraima e o Monte Caburaí, o ponto mais setentrional do Brasil.

Uma paisagem recortada por rios, cachoeiras e formações rochosas compõe o cenário que abriga mais de 400 espécies de bromélias. Essas são algumas das surpresas reservadas a quem aceitar o desafio de chegar ao Monte Roraima, uma das montanhas mais antigas da terra que fica na fronteira entre Brasil, Guiana e Venezuela.

Com 2.875 metros de altitude, essa formação teve início há cerca de 150 milhões de anos, e há séculos vem povoando a imaginação de aventureiros dispostos a tudo para chegar a seu platô. Inspirado nesse universo exótico, o escritor Conan Doyle, escreveu “O Mundo Perdido”.

No platô há uma vasta mesa de arenito de aproximadamente 40 km², coberta de blocos e montes de até 30 m que se elevam em todas as partes. Dali é possível ter a dimensão do poder do tempo, ao observar as fendas e abismos formados pela ação do vento e das chuvas. É aí que fica o vale dos cristais, onde ocorrem formações de pequenas esculturas pontiagudas de cristais.

Pergunta a um Nobel!
You Tube promove interação entre premiados
e comunidade online
Os utilizadores do You Tube têm agora a oportunidade de «Perguntar a um Prêmio Nobel» o que quiserem na página http://www.youtube.com/thenobelprize. O vencedor do Nobel da Física 2006, John Mather – um astrofísico da NASA – é o primeiro a participar e responderá a uma seleção de questões colocadas pela comunidade online.

Nobelprize.org é o nome da página oficial da Fundação Nobel (Nobel Fundation) que gere o canal The Nobel Prize YOUTUBE, e dissemina conteúdos dos seus vastos arquivos desde o primeiro tributo em 1901. Para além de espalhar informação relativa às descobertas, feitos e histórias que inspiram sobre mais destacados em cada ano, agora a entidade oferece a possibilidade, aos interessados, de poderem fazer perguntas diretamente aos premiados através do canal recentemente lançado.

John Mather, Prêmio Nobel da Física 2006, é o primeiro disponível. Este foi o primeiro investigador da NASA a receber o título, que lhe foi entregue juntamente a George Smoot pela sua descoberta pela descoberta da forma de corpos negros e da anisotropia da radiação cósmica de fundo, um trabalho importante para cimentar a teoria do Big Bang e que deu um salto importante para se poder compreender o início do Universo.

Per Gunnar Holmgren, diretor-geral do Nobelprize.org disse: “O canal You Tube Nobel Prize é um excelente fórum para promover a interação com os Nobel. E com John Mather, em particular, e com a sua investigação sobre as origens do Universo, já que uma série de questões pode ser levantada. Desta forma, aumentando o acesso aos laureados, encorajamos estudantes, educadores, investigadores e o público em geral”.

Recomeçam obras de reforma do Casarão dos Maurício

19/10/2009 – 09h47m
Depois das obras no chamado “prédio da Escola Normal/Fafil”, na Rua Coronel Celestino, 75, que abrigará o Museu regional e será sede provisória do Centro de convivência com a seca, realizadas pelo governo do estado, a prefeitura de Montes Claros iniciou uma nova etapa do processo de restauração de mais um dos imóveis tombados pelo município, conforme decreto-lei de número 1.761, de 28 de setembro de 1.999. O Casarão dos Versiani-Maurício ou Casarão dos Maurício, que fica na mesma rua, número 99, na parte histórica da cidade, terá suas obras de recuperação reiniciadas assim que for concluído o processo licitatório já em curso.
(foto: FÁBIO MARÇAL)

As obras de mais uma etapa de restauração do Casarão dos Maurício contam com recursos de R$ 375 mil, provenientes do FEC – Fundo estadual de Cultura, garantidos através da aprovação do projeto de restauração assinado pela arquiteta e urbanista Clarissa de Oliveira Neves, especializada em revitalização arquitetônica e urbana pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A expectativa é de que a empresa vencedora da concorrência seja conhecida ainda neste mês, para início imediato dos serviços.
Segundo ela, as paredes do sobrado são feitas de enchimento ou taipa, erguidas com varas e tabocas amarradas com cipó, e o espaço é preenchido com barro em mistura com esterco de gado. Os esteios são feitos de aroeira e baldrames de pau-preto ou tamboril, para apoio do assoalho.
De acordo com a viúva do sétimo herdeiro do casarão, João Valle Mauricio, a escritora Milene Antonieta Coutinho Maurício, autora do livro Patrimônio histórico de Montes Claros, a batalha pela reforma do casarão existe há muito tempo.
– O sobrado em uma época foi tombado pela prefeitura, quando Maurício ainda era vivo. Prometeram a reforma e não fizeram nada. Eles dizem que a responsabilidade de manter o sobrado é da família, só que nós não tivemos condições de fazê-la – diz Milene.
Ela diz ainda que a reforma foi idealizada pelo Fundo estadual de Cultura, sendo pouco o dinheiro enviado.
– Depois de tombado, o casarão foi desapropriado, ficando lá, parado. Então, hoje, esperamos que a reforma seja realizada e que seja transformado em um museu, com a história da cidade e dos Maurício que tanto contribuíram. Para isso, eu tenho toda a história dos Maurício para colocar lá. E se a reforma sair vai ser muito bom para o bem da cidade e o resto da história – completa.
Ela ainda revela que só foi conhecer o sobrado depois de ter se casado com João Valle Maurício, e que a reforma é de suma importância para a história de Montes Claros, pois foi construído em 1812.
No livro Serões montes-clarenses, que o falecido escritor Nelson Viana dedicou ao seu marido, ele fala sobre os velhos sobrados, o sobrado nº 99, da Rua Coronel Celestino, que é, segundo o também falecido historiador Hermes de Paula, o prédio mais antigo da cidade, e teria sido retificado por ordem do capitão Pedro José Versiani.
Como dona Milena não chegou a morar no casarão, ela só pode contar às histórias que ouvia de Dr. Maurício:
– Meu marido me contou uma história de seu avô (João Alves Maurício Versiani), que foi o terceiro morador da linha direta na casa. Quando ele se mudou para o sobrado, que foi passado de geração em geração, ele disse que iria ter 12 filhos, e colocar um rapaz em cada porta e uma moça em cada janela, e ele cumpriu a promessa. São quatro portas e oito janelas na frente da casa.
João Valle Maurício escreveu o livro Janela do Sobrado, com um poema para o casarão. Dona Milena revela estar com novo projeto:
– Meu marido gostava muito de contar as histórias do casarão, e de como eram os rapazes da época. Ele tinha uma chácara no jardim Panorama, antes conhecida como Pequi, pena que ele não concluiu todos os livros pra contar as histórias. Agora, eu estou com fotos ilustrativas que acompanham as estrofes do poema, e as fotos mostram a família e o sobrado.
PARTE DO POEMA SOBRADÃO
Velho sobradão da Rua de Baixo
Rua toda feita de saudade
Onde ficou a minha infância
E a minha mocidade
Sobradão dos meus avós
Dos pais dos meus avós
Onde meu pai nasceu
E foi meninos menino vermelho
Menino malino
Sobradão de janelas enormes,
Muitas janelas, enfeitadas de gaiolas,
e as gaiolas enfeitadas de sabiás. (…)
(…) Um dia, quando tudo passar
Você, sobradão, irá guardar
Pedaços de nossas vidas
O tom de nossas vozes
O som de nossos passos
Marcando o compasso do tempo…
São mil braços, sobradão
A desejar abraçá-lo
São mil sorrisos
Mil brinquedos quebrados
Guardados nos quartos escuros
São mil alegrias de crianças
Que com você viveram encantadas
São mil lembranças
Mil ternuras bem amadas
São mil lágrimas, mil saudades
Tudo é você, velho sobradão
É o nosso carinho
É a nossa emoção mais pura
É você, você eternamente
Vivendo nossa cidade
Sendo marco e tradição
Tudo é você
Velho e muito amado
Sobradão

Floresta Amazônica Localização

A Floresta Amazônica está localizada na Região Norte do Brasil, e possui uma área de cerca de 5,5 milhões de km². Fazendo parte de nove países: Brasil, Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Equador, Suriname, Guiana e Guiana Francesa, é a maior floresta tropical úmida do planeta e com a maior biodiversidade. No Brasil, a Amazônia Legal se estende por nove estados brasileiros: Amazonas, Pará, Roraima, Rondônia, Acre, Amapá, Maranhão, Tocantins e parte do Mato Grosso, representando mais de 61 % do Território Nacional. O Amazonas é o maior estado da Amazônia e também do Brasil, com mais de 1,5 milhão de km². Muito maior que vários países da Europa como Portugal, Inglaterra, Holanda ou Alemanha, por exemplo.
Clima
Localizada na Região Norte do Brasil e cortada pela linha do Equador, a Amazônia tem o clima Equatorial predominante, quente e úmido, com temperaturas anuais variando entre 21ºC e 42º. A temperatura média anual é de 28ºC e caracterizado por umidade elevada durante todo o ano, o que favorece a formação da cobertura vegetal de floresta ombrófila (densa), com árvores de grande porte e folhagens sempre verdes. As chuvas são muito abundantes (entre 3500 e 6000 mm/ano) e, em certos períodos do ano, provoca enchentes, inundando vastas regiões e fertilizando a terra. As precipitações contribuem para a cheia dos rios e auxiliam na transformação das paisagens amazônicas no meio tempo entre a estiagem e o período de chuvas.
População
Não se pode confirmar exatamente desde quando a Amazônia é habitada, mas sabe-se que desde antes da chegada dos europeus, no século XVI, os índios já viviam na região. Desses mais de 500 anos de história, a formação populacional da Amazônia, assim como a brasileira, preserva ainda hoje características da grande miscigenação entre as diversas raças. Herança da colonização européia, o brasileiro, e o povo amazônico, em particular, apresentam traços do índio, o branco e o negro, como nenhum outro no mundo. Ribeirinhos, índios, seringueiros, garimpeiros, pescadores, operários, executivos. Com cerca de 20 milhões de pessoas vivendo nos nove estados da Amazônia Legal, a densidade demográfica é de cerca de 3,4 habitantes por Km2, com 62% da população vivendo nos centros urbanos.
Economia
A Economia se desenvolveu com a preocupação de inserção da Amazônia ao contexto brasileiro. Ao longo da História, diversas fases marcaram o crescimento econômico da região, como o período da Borracha, na segunda metade do século XIX, quando a Amazônia presenciou um período rico e de crescimento de grandes cidades como Manaus e Belém, e durou até a década de 20. Hoje a região apresenta atividades econômicas estruturadas em um Pólo Industrial com empresas certificadas pelo nível zero de poluição, e essencial para o equilíbrio financeiro local, por meio da geração de milhares de empregos diretos e indiretos na capital e interior. O sistema de importação e exportação do Pólo Industrial de Manaus (PIM), a maior capital da Região Norte, desenvolveu os sistemas de transporte fluviais e aéreos, com base no Porto Flutuante de Manaus e no aeroporto internacional Eduardo Gomes, um dos principais terminais de carga do país. A criação da Zona Franca de Manaus representou ainda um crescimento demográfico sem precedentes na região, complementado com o grande registro de imigrantes, a atividade de garimpeiros e o êxodo rural.

Biodiversidade
A biodiversidade amazônica ainda reserva muitos segredos desconhecidos da humanidade. As florestas da região concentram 60% de todas as formas de vida do planeta, mas calcula-se que somente 30% de todas elas são conhecidas pela ciência. Quantos segredos e novas espécies de peixes, pássaros, bichos ou microorganismos ainda desconhecemos? A enorme biodiversidade conta com mais de 3 mil espécies só de árvores, por outro lado determinam a considerável fragilidade dos ecossistemas amazônicos. As árvores gigantescas – algumas com mais de 100 m de altura – vivem basicamente do húmus resultantes da vegetação em decomposição. Da variedade total de espécies animais, vegetais e das propriedades biomedicinais ainda se sabe pouco. Estima-se que a diversidade de árvores na Amazônia varia entre 40 a 300 espécies diferentes por hectare.

Culinária
A Amazônia é muito bem servida pela variedade de pratos típicos e riquíssima em sabores de influência indígena. A culinária regional destaca-se pela enorme oferta de pratos à base de peixes ou frutos existentes apenas nesta porção do planeta. Cada ingrediente quando combinado com elementos regionais ou o tempero caboclo resulta num paladar impossível de não encantar pelo exotismo do preparo. Temperos como a pimenta malagueta, pimenta de cheiro, o tucupi são essencias. Os peixes podem ser cozidos, fritos ou assados. Só é preciso escolher entre o tucunaré, o tambaqui, o jaraqui ou o bacalhau da Amazônia, o delicioso pirarucu, entre tantos outros apreciados com o complemento específico: a farinha do uarini.

Frutas tropicais
A imensa diversidade de árvores frutíferas na Amazônia permite descobrir sabores absolutamente únicos que encantam o paladar de qualquer pessoa. Aromas inusitados, sabores únicos e formas que encantam o olhar misturam-se na diversidade amazônica e fornecem energia e vitaminas a quem as consome. O Cupuaçu tem um sabor muito sutil e ímpar, e dos seus frutos pode-se extrair a polpa para fazer sucos, doces, sorvetes e outras preciosidades. O Açaí, que ficou famoso como poderoso energético, é consumido diariamente em forma de “vinho”. Já há, inclusive, registro de consumo do açaí em outros países; os frutos do açaizeiro são sovados em uma peneira e da polpa se extrai o sumo oleaginoso servido com farinha de tapioca. E a pupunha, a uva da Amazônia, com seus deliciosos frutos em cachos, protegidos por espinhos do tronco da árvore, podem ser consumidos apenas após o cozimento.

Folclore
O folclore é uma das manifestações da cultura popular. E a Amazônia têm um folclore rico com suas lendas, os mitos, as músicas populares, a poesia, as danças, que encantam e fazem parte do imaginário dos turistas e habitantes de toda a Região. As lendas amazônicas fazem parte da vida de cada morador nos mais distantes recantos verdes. Desde criança, é comum ouvir histórias como a do boto que se transforma no homem bonito e encanta as mulheres. A história da cobra-grande assusta, e para muitos é a explicação para a origem de alguns dos grandes rios. Algumas lendas contam que a floresta é habitada por seres mitológicos que a protegem da fúria de caçadores e madeireiros. A crença em entes como o curupira, a Iara, o Mapinguari, o Matinta Perera dão a idéia da magia amazônica e das raízes culturais do homem da região. O folclore reserva ainda a formação de grupos folclóricos com músicas próprias, roupas típicas, dançarinos, e ritmos contagiantes.

Artesanato
As peças que compõem o artesanato amazônico são ricas em detalhes indígenas. Cerâmica, colares, pulseiras, utensílios domésticos, e uma infinidade de outras peças decorativas podem ser apreciadas e compradas. O artesanato regional está diretamente ligado a elementos da cultura local, e até mesmo a matéria-prima utilizada para a produção das peças têm origem na floresta, como sementes, fibras, madeiras, ou a argila para compor peças em cerâmicas. Tudo aproveitado pelos artesãos com criatividade, originalidade e beleza, resultando em belos produtos para a venda. Em Manaus, é fácil encontrar produtos do tipo em feiras permanentes e diárias no centro da cidade, ou nos fins de semana, como a Feira do Artesanato, da Avenida Eduardo Ribeiro. Outras preciosidades podem ser encontradas ainda em lojas de artesanato ou à exposição em museus. As cerâmicas mais antigas de que se tem registro na Amazônia datam de cerca de 7.000 a 8.000 anos
Cultura
A Cultura amazônica recebe importante influência dos povos indígenas. O calendário de eventos das cidades da região exploram elementos como a música, as artes plásticas, o artesanato, e folclores regionais. O Boi-Bumbá de Parintins, já conquistou o prestígio internacional e todos os anos atrai milhares de visitantes para a pequena cidade do Baixo Amazonas, para assistir ao grande espetáculo que conta as lendas da Amazônia, retrabalhando os aspectos indígenas. Em Manaus, uma grande programação pode ser conferida o ano inteiro, desde o carnaval no sambódromo, em fevereiro, até o Carnaboi, em outubro, passando pelo Festival Folclórico do Amazonas, em junho. No interior, diversos municípios também realizam suas festas próprias como Manacapuru, com seu Festival de Cirandas, ou o Festival da Canção em Itacoatiara, com artistas e compositores locais. Para os admiradores de óperas e shows eruditos, durante todo o ano, o Teatro Amazonas reserva diversas montagens no belo palco do período da Borracha. O Festival Amazonas de Ópera é referência no gênero na América Latina, acontecendo nos meses de abril e maio. Há ainda diversos museus e centros culturais com exposições permanentes que contam a rica história da região.
Fonte Amazonia

Pimenteiras quer ser vista além da Amazônia
SÁB, 17 DE OUTUBRO DE 2009 12H37MIN

Cidade com turismo ainda incipiente fica no encontro de dois biomas. Índios, seringueiros e bolivianos vivem na região
PIMENTEIRAS DO OESTE, RO – Na fronteira do Brasil com a Bolívia, a 177 quilômetros de Vilhena, Pimenteiras do Oeste é uma das localidades mais antigas e a menos populosa de Rondônia. Com cerca de 2,5 mil habitantes e emancipada apenas há 14 anos, ela guarda uma série de curiosidades em sua formação histórica. Índios, bolivianos e seringueiros fazem parte do cenário desse município explorado muito aquém do seu imenso valor arqueológico e cultural.
Pimenteiras promove há dez anos o Festival de Praia, às margens do Rio Guaporé, uma festa que atrai milhares de pessoas e consta de apresentações musicais, área de camping e muita bebedeira. E se resume nisso a “agenda cultural” da cidade. Falta uma programação que valorize o ecoturismo e que seja capaz de seduzir visitantes o ano todo, em busca de gastronomia típica, artesanato, biodiversidade, religiosidade, além dos “causos” e lendas que poderiam incrementar o desenvolvimento econômico.
Pantanal e Amazônia
A natureza majestosa – que inclui dois biomas, a Floresta Amazônia e o Pantanal – atrai visitantes, mas há outros, subvalorizados. É o exemplo da festa religiosa que marca a recepção dos fiéis católicos que seguem em batelões (tipo de embarcação) a centenária procissão fluvial do Divino Espírito Santo. Trata-se de uma tradição herdada dos afro-descendentes e portugueses, atualmente reunindo brasileiros e bolivianos. No entanto, é pouco divulgada.
A cidade reúne muitos pimentenses que sabem fazer trabalhos manuais e artesanatos com traços herdados das culturas indígena, cabocla e boliviana. Ainda não existe um local para uma exposição dos produtos. Um dos que se ressentem disso é a ex-pescadora Francisca Maria Serrat, uma negra filha de seringueiros que produz colchas de retalho, bonecos de pano e pinturas com traços afros ainda não conhecidos pela própria gente do lugar.
Moradora em Pimenteiras desde os anos 1980, a boliviana Glória Miranda também personifica um pouco da diversidade cultural. Além de pães e bolachas, ela fabrica a bebida mais tradicional do Vale: a chicha original, feita à base de milho fermentado, adquirindo teor alcoólico. Na versão de Glória, é um refresco nutritivo, sem álcool, apreciado até pelas crianças.
Santo da casa não faz milagre
O empresário Renato Pereira é dono do Barco-Hotel Rei, pouco prestigiado dentro do estado, mas conhecido por turistas de diferentes regiões. “Recebo aqui gente vinda de vários lugares do Brasil e do mundo”, conta. Recentemente, um grupo de alemães se hospedou no barco, que fica ancorado em frente à Reserva Noel Kempff, na Bolívia.
O que atraiu o grupo europeu foi à grande diversidade de borboletas que ninguém das redondezas costuma notar. As vitórias-régias, tartarugas, pássaros e plantas, além dos passeios de voadeiras e a comida tradicional da região também chamaram atenção dos “gringos”.
Às vezes, seu Renato vai pessoalmente para a cozinha para agradar aos turistas, preparando o delicioso peixe Pintado, assado envolvido em folha de bananeira. Outras especiarias do município são os doces de caju e de ovo de tracajá – este, muito prestigiado pelos ribeirinhos.
Pesca
Afora o barco-hotel – possui quatro camarotes com ar-condicionado -, Pimenteiras tem outros dois hotéis e um restaurante, todos muito simples. A economia gira em torno da pesca, que aos poucos vem sendo substituída pela agricultura familiar.
O turismo ainda é incipiente e amador. Começou a surgir em meados da década de 1980, depois de uma matéria na TV Globo tratando da vastidão e da beleza do Rio Guaporé, atraindo pescadores de ocasião de todo o Brasil.
A atividade predatória e a falta de repovoação do rio acabaram trazendo danos ambientais e prejudicando os pescadores artesanais. Hoje, o que se busca é um turismo que possa “deixar as coisas em seus lugares”, comenta Renato.
Cheia de graça e de histórias
PIMENTEIRAS DO OESTE – As belezas naturais e o caráter cosmopolita de Pimenteiras somam-se às suas riquezas arqueológicas e históricas. Para se ter idéia da antiguidade dos registros, há um de 1750, dando conta que o capitão Antônio Rolim de Moura armou acampamento às margens do Guaporé durante uma viagem que ele fazia de Vila Bela da Santíssima Trindade, então capital de Mato Grosso ao Forte Príncipe da Beira, em Costa Marques.
Em frente à Igreja Matriz está afixada uma cruz de bronze com escritos em alemão, datados de 1907. O artefato foi retirado da mata sob a cova de um certo Jasper Von Oertzen, que seria um missionário evangélico morto aos 32 anos. Nota-se que o local já era conhecido como “Pimenteira” (assim mesmo, no singular). Ninguém sabe ao certo a origem da denominação.
Também existem muitos resquícios dos índios Pau Cerne. Moradores encontraram vasos, urnas e outros utensílios inteiros feitos em barro. Nas proximidades do seu barco-hotel, dentro da Área de Preservação Ambiental Tamanduá, existe um cemitério abandonado. No local, foram enterrados os corpos de dezenas de aventureiros e garimpeiros.
Achar pessoas nascidas em Rondônia que tenham mais de 60 anos é uma raridade. Mas em Pimenteiras existem, relativamente, muitos deles, havendo a predominância de três genealogias: Brito Nery e Leite Ribeiro.
Fonte Amazonia

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