Caros,
Tatuí receberá, pela primeira vez, atrações do importante Rio
International Cello Encounter. Abaixo, mais detalhes.
Obrigada,
Deise Juliana
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(15) 97826940

Rio International Cello Encounter em Tatuí

Atrações do evento realizado tradicionalmente no Rio de Janeiro
apresentam-se no Conservatório

O Teatro “Procópio Ferreira” recebe neste mês de agosto algumas
das atrações do Rio International Cello Encounter – RICE, o encontro
internacional de violoncelos que é realizado anualmente, desde 1995,
no Rio de Janeiro. O evento, que está em sua 14ª edição sem
interrupções e foi idealizado pelo violoncelista David Chew, será
estendido ao Estado de São Paulo pela primeira vez.
Em Tatuí, artistas brasileiros e internacionais se apresentarão nos
dias 18, 19 e 21 de agosto – uma semana depois do evento em solo
carioca que terá como tema “Dos Clássicos ao Choro”.
Entre os destaques que passarão por Tatuí estão a americana Minna
Chung (violoncelista, professora da Universidade do Alaska Fairbanks),
o violinista Haroutune Bedelian (nascido no Chipre e professor da
Universidade California Irvine), a americana Lorna Griffit (pianista,
professora da Universidade Califórnia Irvine) e Jaunelle Celaire,
soprano americana que leciona na Universidade do Alaska Fairbanks.
Também se apresentarão a violoncelista tatuiana Tânia Lisboa, que
hoje leciona no Royal College of Music de Londres, e as pianistas
Elizabeth Mucha e Tamara Ujakova.
Todas as apresentações acontecerão a partir das 20h30, no teatro
“Procópio Ferreira”, no Conservatório de Tatuí.
Atrações
No dia 18, segunda-feira, o recital de violino e piano trará ao
palco do “Procópio Ferreira” Haroutune Bedelian (violino) e Lorna
Griffit (piano). No programa estão obras de J.S. Bach (Sonata para
Violino e Piano em Si Menor, BWV 1014), R. Schumann (Sonata para
Violino e Piano n° 2 em Ré Menor, op.121), Elgar (La Capricieuse),
S.S. Rachmaninov (Margaridas, Canção Para Violino e Piano, op.38/3),
M. de Falla (6 Canções Folclóricas Espanholas) e J. Brahms:
(Scherzo para Violino e Piano em Dó Menor).
No dia 19, terça-feira, o recital será da violoncelista Tania
Lisboa e da pianista Elizabeth Mucha. O programa terá obras de
Beethoven (Sonata para Violoncelo e Piano n° 3 em Lá maior, op.69),
C. Debussy (Sonata para Violoncelo e Piano em Ré Menor) e B. Britten
(Sonata para Piano e Violoncelo Dó Maior).
Já na quinta-feira, 21, o teatro “Procópio Ferreira” receberá
recital de canto, violoncelo e piano, tendo como atrações a soprano
Jaunelle Celaire, a violoncelista Minna Chung e a pianista Tamara
Ujakova. O programa conta com Schubert (O Pastor no Rochedo, para
canto, violoncelo e piano), Tan-Dun (Intercurso de fogo e água, para
violoncelo solo), Brahms (Sonata para Violoncelo e Piano n° 1 em mi
menor), Bernstein (Dream with Me, para canto, violoncelo e piano e
Somewhere, para canto e piano); e Villa-Lobos (Aria da Bachianas
Brasileiras n°5, para canto, violoncelo e piano).

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1872: Iniciada construção da Casa dos Festivais de Wagner

 

Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift:  Festspielhaus: Dom Pedro 2º compareceu à inauguração

 

No dia 22 de maio de 1872, o compositor alemão Richard Wagner conseguiu realizar um sonho: lançou, na cidade de Bayreuth, a pedra fundamental de uma casa de espetáculos grande o suficiente para a execução de suas obras.

As casas de espetáculos de seu tempo eram muito pequenas para as obras de Wagner. Com o apoio de Ludwig 2º e de várias “sociedades Wagner” espalhadas por toda a Europa, o músico construiu, na pequena cidade de Bayreuth, a meio caminho entre a Baviera e a Prússia, a Festspielhaus, a sede dos festivais.

A primeira edição do consagrado Festival de Bayreuth aconteceu em 1876. Até hoje, a festa atrai milhões e faz parte do calendário erudito europeu. Na estréia, estavam presentes, além de Ludwig 2º, o imperador Guilherme e o imperador do Brasil, Dom Pedro 2º.

Durante 20 anos, Richard Wagner vinha sonhando com o projeto. Ele acabou sendo concretizado pouco antes da conclusão da tetralogia O Anel do Nibelungo, formada pelas óperas O ouro do Reno (1854), As Valquírias (1856), Siegfried (1859) e Crepúsculo dos Deuses (1874).

Festival gratuito para amantes da música

O historiador e professor de música Hans Meyer, da Universidade de Tübingen, explica que a idéia inicial do “revolucionário Wagner” era construir uma casa de espetáculos especialmente para o Nibelungo, de preferência às margens do Reno ou do Meno. Ele pretendia construir um prédio para um único festival wagneriano, que seria gratuito para estudantes e apaixonados pela sua música.

A idéia, exótica para a época, ficou na teoria. Ninguém queria financiar uma construção que fosse destruída pouco tempo depois. Em meados dos anos 60 do século 19, aconteceu praticamente um milagre: o rei Ludwig 2º da Baviera fez amizade com o jovem compositor alemão e começou a financiar seu projeto, mas exigiu que fosse realizado na Baviera.

A escolha acabou recaindo sobre Bayreuth, mantendo-se a idéia de um teatro praticamente provisório, que não teria requintes no auditório, mas investiria nos recursos cênicos. O arquiteto Otto Brückwald, aluno de Gottfried Semper (famoso pela Ópera de Dresden), foi incumbido de chefiar o projeto. A pedra fundamental foi lançada a 22 de maio de 1872, data em que Richard Wagner completou 59 anos.

Uma encenação sem pompas

Embora a construção tivesse demorado apenas um ano e meio, a primeira apresentação aconteceu somente a 13 de agosto de 1876, devido a problemas financeiros. Wagner e sua esposa investiram tudo o que tinham e mesmo assim não conseguiram concretizar o sonho. Até que novamente o rei intercedeu e possibilitou uma encenação básica. Wagner foi obrigado a desistir de toda a pompa que havia previsto para sua ópera.

Após a estréia, Wagner lamentou não ter podido concretizar seu sonho por inteiro. O festival, entretanto, continua se repetindo todos os anos, durante o verão europeu, no mesmo local. Fãs de Wagner do mundo inteiro disputam os ingressos, que chegam a esgotar anos antes. Os altos preços, no entanto, não vêm ao encontro da idéia original do compositor. O que ficou daquela época é o tipo de assento: simples cadeiras dobráveis de madeira.

O imperador brasileiro Dom Pedro 2º, um grande admirador de Wagner, colaborou com a construção da casa de espetáculos de Bayreuth. O monarca desejava muito que Carlos Gomes fosse estudar música na Alemanha. Gomes, entretanto, preferiu a Itália.

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No dia 26 de julho de 1882 estreava “Parsifal”, a última ópera de Richard Wagner. O herói, um dos cavaleiros da Távola Redonda do rei Arthur, é coroado rei do Santo Graal depois de muitas peripécias.

Antes de ser crucificado, Cristo se reuniu com seus discípulos para a última ceia. O Graal, o vaso de esmeraldas em que ele bebeu o vinho, foi o mesmo que recolheu suas últimas gotas de sangue. Ao ser crucificado, ele foi apunhalado de lado pela lança de um centurião. Neste momento, uma mulher riu.

O centurião e a mulher foram amaldiçoados por Deus. Eles percorreram os séculos em diferentes reencarnações, com os nomes de Klingsor e Kundry. Da mesma forma que a lança e o Graal, a santa relíquia do cristianismo. Os dois objetos estavam sob a guarda da misteriosa cavalaria do rei Amfortas. Klingsor roubou a lança e feriu o rei. A chaga não cicatrizava.

Somente alguém livre de toda maldade poderia salvar Amfortas. O garoto Parsifal havia crescido longe do contato com a civilização. Ele era inocente, livre de culpas e de maldade. Mas não podia salvar logo o rei.

Antes, precisava conhecer todas as facetas da alma humana e aprender a viver. Ao adquirir a maturidade, ele conseguiu salvar Amfortas e acabou sendo seu sucessor, tornando-se rei do Santo Graal.

Richard Wagner descobriu o mito de Parsifal através de Wolfram von Eschenbach. Ele preparou então um rascunho de libreto e enviou-o para seu grande amigo, o rei Ludwig 2º, da Baviera. Este ficou fascinado e escreveu de volta: “Oh Parsifal, quando você irá nascer?”.

Salvação através do amor

O rei da Baviera precisou esperar 25 anos até que Wagner concluísse a ópera. Durante este longo período o compositor conseguiu produzir uma obra que inter-relaciona mitos cristãos, a filosofia ocidental e doutrinas de reencarnação budista. Todos esses ingredientes foram inseridos em seu tema favorito: a salvação através do amor.

Wagner assina sozinho toda a ópera, num trabalho de criação completo. Ele próprio fez todas as partituras musicais e escreveu a parte falada desta obra singular.

A estréia de Parsifal aconteceu no dia 26 de julho de 1882, no Festival de Bayreuth. A ópera foi regida pelo próprio criador. O público ficou muito empolgado com o espetáculo.

Parsifal foi a última ópera de Richard Wagner. Os anos de dedicação consumiram toda sua energia. O compositor morreu do coração poucos meses após a gloriosa estréia.